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Queda e prisão: Santiago Peña depõe após escândalo bancário no Paraguai

Um dia após ser destituído pelo Senado, o ex-presidente paraguaio presta esclarecimentos sobre desvios e insolvência do Ueno Bank.

Foto: Santiago Peña. ex presidente do Paraguai. Foto: Paolo Blocco/Getty Images · Original e licença

O cenário político paraguaio vive um momento de ruptura histórica. Santiago Peña, que até poucas horas ocupava a cadeira presidencial, apresentou-se neste sábado, 7 de novembro, perante a Fiscalía General del Estado, em Assunção. O depoimento marca o desdobramento de uma crise que culminou na sua destituição unânime pelo Senado na sexta-feira, retirando-lhe o foro privilegiado e abrindo caminho para a ação penal.

A investigação que levou à prisão de Peña gira em torno do colapso do Ueno Bank. O Banco Central do Paraguai suspendeu as atividades da instituição no dia 3 de novembro, ao constatar que o banco não possuía lastro para honrar compromissos financeiros. O escândalo ganha contornos de corrupção sistêmica ao revelar que, sob a gestão de Peña, o banco recebeu um aporte de 850 milhões de dólares provenientes de cofres públicos. Registros apontam que o ex-presidente manteve participação acionária na holding controladora do banco até março de 2025.

A detenção de Peña, que também atingiu o ex-chefe do Banco Central, Carlos Carvallo, foi motivada por suspeitas de abuso de confiança e crimes contra o patrimônio. Inicialmente mantido em prisão domiciliar, o ex-mandatário foi transferido para o Regimiento Escolta Presidencial. A mudança de local foi justificada pelas autoridades como uma medida de segurança, necessária para conter a revolta popular e os confrontos que tomaram as ruas próximas à sua residência.

Antes de ser formalmente destituído pelo Legislativo, Peña tentou antecipar sua saída do poder através de uma renúncia, argumentando que a medida serviria para estancar a instabilidade política. O Congresso, contudo, rejeitou o gesto e optou pelo rito do impeachment. Agora, o ex-presidente enfrenta a justiça comum enquanto o país tenta digerir o impacto da insolvência bancária que drenou recursos estatais.

Em resumo: - Santiago Peña foi destituído pelo Senado paraguaio na sexta-feira e detido logo em seguida por ordem do Ministério Público. - O ex-presidente é investigado por irregularidades no Ueno Bank, instituição que recebeu 850 milhões de dólares em depósitos públicos durante seu mandato. - Após protestos, Peña foi transferido para uma instalação militar por questões de segurança enquanto responde por crimes de abuso de confiança.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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