Justiça · Segurança

Operação Vectura Corrupta: Polícia Civil pede prisão preventiva de Milton Leite

O ex-presidente da Câmara de SP e outros 12 investigados foram indiciados por organização criminosa em inquérito que aponta o controle de empresas de ônibus pelo PCC.

Foto: - Ricardo Nunes com Milton Leite na assinatura do Decreto Transporte Escolar na Câmara paulistana (André Bueno / Rede Câmara) · Original e licença

A Polícia Civil de São Paulo finalizou o inquérito da Operação Vectura Corrupta, formalizando o indiciamento de Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal, e de mais 12 pessoas. A corporação solicitou à Justiça que a prisão temporária do político, detido desde 18 de setembro, seja convertida em preventiva, medida que também foi requerida para os demais envolvidos no esquema.

O relatório policial sustenta que o grupo atuava em uma organização criminosa voltada para a infiltração de facções em serviços essenciais. As autoridades apontam que Milton Leite exercia o controle real sobre a empresa de ônibus Transwolff, que estaria sob domínio do Primeiro Comando da Capital. O caso revela uma possível conexão direta entre o poder público municipal e o crime organizado no setor de transporte coletivo.

Entre os nomes que constam no indiciamento estão o ex-comandante da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, o político Danilo Morgado Silva, do PL, e Carla de Paula Muller, companheira de um homem identificado pelas autoridades como um dos líderes da facção, conhecido pelo vulgo Granada. A inclusão de um ex-gestor da SPTrans, órgão que regula o transporte na capital, eleva a gravidade das suspeitas sobre a gestão do sistema.

Após a transferência de Leite para o Centro de Detenção Provisória 2 de Guarulhos, ocorrida em 20 de outubro devido a denúncias de privilégios na unidade anterior, o processo aguarda agora o parecer do Ministério Público. Caso a denúncia seja aceita, os investigados passarão à condição de réus, dando início a uma fase judicial de longo prazo. As defesas dos citados têm negado as irregularidades apontadas pela investigação.

Em resumo: - Milton Leite e outros 12 investigados foram indiciados por organização criminosa. - A polícia aponta que o PCC utilizava empresas de transporte público para lavar dinheiro e exercer influência. - O inquérito aponta o ex-vereador como o verdadeiro dono da Transwolff. - O Ministério Público avaliará na próxima semana o pedido de prisão preventiva para todos os envolvidos.

Fonte: Revista Fórum

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