TSE exige registro de canais, mas campanha de Flávio Bolsonaro falha em declarar endereços
Campanha de Flávio Bolsonaro não declarou corretamente canais de WhatsApp ao TSE, apresentando links inexistentes e omitindo espaços com milhões de seguidores.

Foto: Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação · Original e licença
A fiscalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a propaganda digital nas eleições de 2026 colocou em evidência uma disparidade no tratamento das campanhas. Enquanto o ministro Kassio Nunes Marques determinou a suspensão do canal 'Exército do Lula', ligado ao deputado André Janones, por falta de comunicação prévia à Justiça, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) enfrenta questionamentos sobre a regularidade de seus próprios canais de WhatsApp.
O canal 'Tropa do Flávio', que reúne mais de 1 milhão de participantes, não constava na lista de endereços eletrônicos informada inicialmente ao TSE. Além disso, entre os 43 links apresentados pela coligação, o único canal de WhatsApp indicado direcionava para uma página inexistente, com URL divergente da utilizada pelo grupo 'Bolsozap'. Canais de grande alcance, como o 'BolsonaroTV', também foram omitidos na relação oficial.
A resolução do TSE de 2019 exige que todas as aplicações e canais de mensagens utilizados para propaganda eleitoral sejam comunicados à Justiça. Em nota, a defesa de Flávio Bolsonaro afirmou que informou 'todos os seus sites, perfis e canais de comunicação' e citou o protocolo nº 179895988 como prova da regularidade. A campanha prometeu enviar um complemento ao tribunal com a URL correta do canal para sanar eventuais dúvidas.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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