Economia · Segurança

PF investiga banqueiro Daniel Vorcaro por financiar rede de exploração sexual com refugiadas

Polícia Federal apura denúncias de que Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, teria investido R$ 4,3 milhões em rede de exploração sexual de estrangeiras.

Foto: Daniel Vorcaro - Daniel Vorcaro/Foto: Banco Master/Divulgação · Original e licença

O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, está no centro de uma investigação da Polícia Federal que apura o financiamento de uma rede de prostituição internacional. Segundo apuração dos jornalistas Natália Portinari e Fábio Serapião, publicada pelo UOL, o banqueiro teria injetado ao menos R$ 4,3 milhões no esquema, atuando como sócio oculto e gestor direto das operações.

O inquérito, instaurado em maio, aponta que a rede recrutava mulheres de diversas nacionalidades, incluindo refugiadas ucranianas em situação de extrema vulnerabilidade, para eventos privados frequentados por autoridades e pelo círculo social do empresário em São Paulo. Mensagens obtidas pelos investigadores revelam que Vorcaro participava ativamente da seleção das mulheres e da tomada de decisões operacionais.

Além do banqueiro, a investigação mira Leonardo Serrano, proprietário de uma empresa de eventos, e Diogo Batista, promotor de eventos que recebia pagamentos mensais do empresário. O inquérito busca determinar se a conduta configura crimes de cafetinagem e tráfico internacional de pessoas, especialmente pelo uso de mulheres estrangeiras sem recursos para retornar aos seus países de origem.

Embora a prostituição não seja crime no Brasil, a legislação tipifica como ilícita a cafetinagem — o lucro de terceiros sobre a atividade sexual alheia — e a manutenção de estabelecimentos voltados à exploração. A PF analisa se a vulnerabilidade das vítimas, agravada pelo contexto de guerra, pode sustentar a acusação de tráfico humano.

Fonte: Revista Fórum

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