Dois pesos, duas medidas: Kassio mantém punição a canal de Janones enquanto poupa grupo de Flávio
O ministro Kassio Nunes Marques determinou a manutenção da suspensão do canal 'Exército do Lula' por 48 horas, mesmo após a regularização, enquanto o canal de Flávio Bolsonaro não sofreu medida similar.

Foto: Registro de solicitação e cadastro do canal ‘exército do Lula’ · Original e licença
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve, por determinação do ministro Kassio Nunes Marques, a suspensão do canal de WhatsApp 'Exército do Lula' por um período de 48 horas, mesmo após a campanha ter regularizado o registro do endereço eletrônico junto à Justiça Eleitoral. A decisão contrasta com o tratamento dado à 'Tropa do Flávio', canal vinculado à campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não sofreu qualquer restrição equivalente.
Documentos obtidos pelo ICL Notícias revelam que a inclusão do canal de André Janones (Avante-MG) no sistema do TSE foi certificada às 12h17 desta terça-feira (13). Já a campanha de Flávio Bolsonaro, que foi a autora do pedido de suspensão contra o adversário, só apresentou a URL direta de seu próprio canal às 15h50, com a regularização confirmada às 16h24 — mais de quatro horas após o canal de Janones.
Até o momento, não foi identificada nenhuma determinação de suspensão contra o canal bolsonarista. A defesa de Flávio argumentou que o registro prévio de um site intermediário seria suficiente, embora o endereço não fosse o canal direto de mensagens. A campanha de Lula, por sua vez, esclareceu que o 'Exército do Lula' é administrado por Janones, sem supervisão direta da candidatura presidencial, e afirmou que irá contestar a decisão judicial.
A disparidade no tratamento jurídico chama a atenção, uma vez que a campanha de Flávio Bolsonaro utilizou o argumento de descumprimento de regras de registro para solicitar a punição ao canal adversário. Enquanto a defesa do candidato do PL reconhece o canal como oficial, a equipe de Lula contesta a própria obrigatoriedade de registro de um espaço que afirma não estar sob sua gestão.
Fonte: ICL Notícias

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