Política · Justiça

Corregedor do TSE pressiona por julgamento urgente sobre canal de apoio a Lula

O corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva cobrou que o plenário do TSE analise a suspensão do canal 'Exército do Lula', após divergências com o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.

Foto: O ministro e corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foto: Alejandro Zambrana/TSE · Original e licença

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, formalizou nesta terça-feira (13) um pedido de urgência para que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analise a disputa envolvendo o canal de WhatsApp “Exército do Lula”. A medida ocorre após o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, suspender o funcionamento da ferramenta sem submeter a decisão ao colegiado.

Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, Cueva reiterou a necessidade de uma definição do plenário, seja em sessão presencial ou virtual extraordinária. O corregedor argumenta que os despachos de Nunes Marques impactam diretamente uma decisão anterior sua e exigem uma delimitação clara das competências entre a Presidência e a Corregedoria-Geral Eleitoral, especialmente diante da proximidade do segundo turno das eleições.

A controvérsia teve início com pedidos da campanha de Flávio Bolsonaro (PL). Embora Nunes Marques tenha condicionado a retomada do canal — administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) — ao cumprimento de exigências técnicas, o magistrado manteve restrições que, para Cueva, carecem de fundamentação suficiente. O canal, que conta com mais de quatro milhões de seguidores, segue no centro de um impasse jurídico que tem gerado mal-estar nos bastidores do tribunal.

Relatos de bastidores indicam que a resistência de Nunes Marques em levar o caso ao plenário seria motivada pela avaliação de que ele sairia derrotado pelos demais ministros. Ao reforçar o pedido de urgência, Cueva destacou que a intervenção colegiada é fundamental para preservar o diálogo institucional e garantir segurança jurídica ao processo eleitoral.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

COMECE A CONVERSA

O que você acha desta notícia?

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.

Comentários

Próxima notíciaRicharlison denuncia Flávio Bolsonaro e pede intervenção da PF em disputa por mansão