Política · Segurança

Regalias na prisão: Milton Leite é flagrado saindo para almoçar e carcereiro é alvo de operação

Investigação do MPSP revela que ex-presidente da Câmara de SP recebia visitas irregulares e deixava a cadeia para almoçar; carcereiro foi flagrado com R$ 200 mil.

Foto: Milton Leite saia da cadeia. Na foto Milton leito, Tarcisio de Freitas e Ricardo Nunes - Leandro Chemalle/Thenews2/Folhapress · Original e licença

O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite (União Brasil), que está preso sob suspeita de envolvimento com o PCC no setor de transportes, tornou-se alvo de uma nova investigação após denúncias de regalias na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes. Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o político foi flagrado saindo da unidade prisional para almoçar fora e retornando na sequência.

A revelação faz parte da Operação Custódia (In)Fiel, deflagrada pelo Gaeco. Durante as diligências, investigadores apreenderam cerca de R$ 200 mil com um carcereiro suspeito de facilitar os benefícios. O montante, que inclui dólares, foi encontrado parte na residência do funcionário e parte em seus bolsos. Além disso, a Folha de S.Paulo reportou que dois celulares foram localizados dentro da cela de Milton Leite.

A apuração aponta para uma rotina de privilégios que incluía visitas de políticos e amigos em horários não autorizados, inclusive durante a noite e fins de semana. Entre os nomes que visitaram o ex-vereador estão o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e os deputados estaduais Delegado Olim (PP) e Rogério Franco (PL). Em nota, o Delegado Olim afirmou que seu encontro teve caráter institucional.

Milton Leite está detido desde 18 de setembro, no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que investiga a infiltração do crime organizado em empresas de ônibus da capital paulista. O ex-parlamentar nega as acusações de ligação com o PCC e de ser proprietário da empresa Transwolff. A Corregedoria da Polícia Civil instaurou procedimentos para apurar as irregularidades na unidade prisional, enquanto as investigações do Ministério Público seguem sob sigilo.

Fonte: Revista Fórum

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