Sabatina de Flávio Bolsonaro na Globo é marcada por 17 mentiras e obsessão por Lula
Em entrevista à TV Globo, Flávio Bolsonaro apresentou dados falsos e distorcidos, além de citar o presidente Lula 45 vezes em apenas 43 minutos.

Foto: - Flávio Bolsonaro em entrevista a Renata Loprete na Globo ( Manoella Mello / TV Globo) · Original e licença
A sabatina do senador Flávio Bolsonaro (PL) na TV Globo, conduzida pela jornalista Renata Lo Prete nesta sexta-feira (16), revelou uma estratégia baseada em desinformação e ataques constantes ao governo federal. Segundo levantamento do núcleo de jornalismo investigativo Fórum Investiga, o candidato mencionou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva 45 vezes em cerca de 43 minutos de entrevista, o que equivale a uma referência a cada 57 segundos.
O desempenho do parlamentar foi confrontado por uma checagem rigorosa de dados. De acordo com o Ranking dos Políticos e outros institutos de verificação, das 26 declarações analisadas, 17 apresentaram problemas: cinco foram classificadas como falsas e 12 como distorcidas. As imprecisões abrangeram temas sensíveis como segurança pública, a atuação da Polícia Federal, a exploração de petróleo na Margem Equatorial e a gestão de estatais.
Entre as mentiras identificadas, Flávio Bolsonaro tentou justificar interferências na Polícia Federal em 2019 alegando suposto mau desempenho de superintendentes, versão desmentida pela própria corporação. O senador também afirmou falsamente que o governo atual seria recordista em criminalidade, ignorando dados oficiais que apontam 2025 como o ano com a menor taxa de mortes violentas intencionais desde 2012.
A entrevista também foi marcada por momentos de tensão quando o senador foi questionado sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', que recebeu recursos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Visivelmente nervoso, Flávio evitou detalhes sobre a operação financeira e tentou desviar o foco para outros assuntos, sem apresentar a prestação de contas pública que comprovasse suas alegações de regularidade no patrocínio privado.
Fonte: Revista Fórum

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