O cerco da extrema direita: entre decisões judiciais e denúncias de manipulação
O cenário eleitoral de 2026 é marcado por questionamentos sobre a imparcialidade do TSE, o papel das big techs e denúncias graves contra a campanha de Flávio Bolsonaro.

Foto: TSE e Flávio Bolsonaro Crédito: tse-flavio-bolsonaro · Original e licença
A reta final da disputa presidencial de 2026 tem sido marcada por uma sucessão de episódios que colocam em xeque a lisura do processo eleitoral. Decisões judiciais controversas, a atuação de plataformas digitais e denúncias de uso clandestino de inteligência artificial compõem um cenário de tensão, onde a igualdade de condições entre os candidatos parece cada vez mais ameaçada.
No centro das críticas está a atuação do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE. Recentemente, o magistrado determinou a suspensão do canal de WhatsApp 'Exército do Lula', sob alegações de disseminação de notícias falsas que não foram confirmadas por perícia técnica da própria Corte. Embora a decisão tenha sido revertida pelo corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva, Nunes Marques voltou a suspender o canal dias depois, sob novos argumentos burocráticos. Além disso, o ministro autorizou a recomendação algorítmica de perfis de candidatos eleitos no primeiro turno, medida que, segundo críticos, pode favorecer indiretamente aliados de Flávio Bolsonaro.
Paralelamente, a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta denúncias graves. Segundo reportagem do Intercept Brasil publicada em 16/10, o candidato teria destinado R$ 600 mil a uma empresa estrangeira para o uso de inteligência artificial voltada à manipulação eleitoral e ataques a adversários — fato negado pela campanha. O ambiente político também foi abalado pela prisão do deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), aliado de Flávio, durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagem de dinheiro.
A atuação das plataformas digitais também é alvo de questionamentos. A Meta, dona do Instagram, admitiu falhas em métricas que teriam prejudicado a campanha de Lula, embora não tenha detalhado a extensão do problema. Enquanto o país se aproxima do pleito de 25 de outubro, o eleitor se vê diante de um embate que transcende a política tradicional, colocando em jogo a própria estabilidade democrática e o futuro dos direitos sociais conquistados pelo Brasil.
Fonte: Brasil 247

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