Economia

FMI aponta resiliência global impulsionada pela IA, mas alerta para riscos de guerra e dívida

O FMI elevou a projeção de crescimento global para 3,1% em 2026, destacando o papel da inteligência artificial, mas alertou para os perigos do conflito no Oriente Médio e o endividamento estatal.

Foto: Ilustração com os dizeres “IA – inteligência artificial”, um teclado e mãos de robô Crédito: Reuters/Dado Ruvic · Original e licença

A economia global demonstrou uma resiliência inesperada em 2026, sustentada por investimentos robustos em inteligência artificial (IA). Segundo o relatório 'Perspectiva Econômica Global', divulgado nesta terça-feira (13) pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) durante as reuniões anuais em Bangcoc, a projeção de crescimento do PIB mundial para este ano foi elevada para 3,1%, superando a estimativa de 3,0% feita em julho.

Apesar do otimismo tecnológico, o FMI emitiu um alerta severo: a capacidade de absorção de choques pela economia mundial está chegando ao limite. A economista-chefe do Fundo, Silvana Tenreyro, enfatizou a necessidade urgente de os governos reconstruírem o espaço fiscal e a resiliência do lado da oferta, diante de um cenário marcado pela intensificação dos conflitos no Oriente Médio, que mantém os preços do petróleo em patamares elevados.

O relatório aponta uma divergência preocupante entre as nações. Atualmente, apenas 32 países concentram 95% do crescimento global. Enquanto economias avançadas e fornecedores de hardware tecnológico se beneficiam da revolução da IA, nações importadoras de energia e desvinculadas dessas cadeias de valor enfrentam dificuldades crescentes. O impacto da guerra é sentido de forma aguda no Golfo: a Arábia Saudita, por exemplo, deve registrar uma retração de 3,3% no PIB este ano.

Para 2027, o FMI projeta uma expansão global de 3,4%. Contudo, o cenário permanece vulnerável. O Fundo destacou que uma eventual reavaliação sobre a rentabilidade da IA, somada a eventos climáticos severos e ao encarecimento do endividamento estatal, pode desencadear uma desvalorização de ativos. Em um cenário adverso, caso o conflito no Oriente Médio escale e o barril de petróleo atinja US$ 130, o crescimento global poderia sofrer quedas significativas, acompanhado por uma inflação mais persistente.

Fonte: Brasil 247

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