Crise no TSE: Corregedor exige que plenário decida sobre canal 'Exército do Lula'
O corregedor-geral Ricardo Villas Bôas Cueva reiterou pedido de urgência para que o plenário do TSE analise o impasse sobre o canal 'Exército do Lula', após decisões monocráticas de Nunes Marques.

Foto: Ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Ricardo Villas Bôas Cueva — Foto: Lucas Pricken/STJ · Original e licença
O clima no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atingiu um novo patamar de tensão nesta terça-feira (13). O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reiterou, em caráter de urgência, o pedido para que o plenário da Corte analise o impasse jurídico envolvendo o canal de WhatsApp 'Exército do Lula', ligado a apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A movimentação de Cueva é uma resposta direta a uma série de decisões monocráticas tomadas pelo presidente do TSE, Nunes Marques. Ao longo do dia, o presidente alterou as condições de funcionamento do canal, suspendendo determinações anteriores do corregedor e estabelecendo novos prazos e exigências, como a comunicação do endereço eletrônico à Justiça Eleitoral, sem submeter o mérito ao colegiado.
Para o corregedor, a situação ultrapassou a questão técnica do canal e tornou-se um conflito sobre os limites de competência entre a Presidência e a Corregedoria. Em sua manifestação, Cueva destacou que a proximidade do segundo turno das eleições torna indispensável uma definição coletiva que garanta a harmonia institucional.
Segundo informações divulgadas pelo jornal O Globo, ministros do tribunal avaliam, nos bastidores, que a resistência de Nunes Marques em levar o caso ao plenário seria motivada pelo receio de uma derrota em uma votação colegiada. Até o momento, a convocação de uma sessão para resolver o impasse depende exclusivamente de uma decisão do presidente do TSE.
Fonte: O Globo

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