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Durante quatro horas de depoimento, a psicóloga Maristela Temer, filha de Michel Temer, disse à Polícia Federal que recebeu ‘uma ajuda de camaradagem, amizade, quase familiar’ do coronel João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, operador de propina de seu pai há muitos anos. Ela afirmou que a obra foi responsabilidade dela, mas que recebeu ajuda financeira da mãe e também fez um empréstimo no banco. A Operação Skala investiga o decreto dos Portos editado pelo presidente Michel Temer e um esquema de propinas para o emedebista que teria sido colocado em prática pelo coronel Lima, dono da empresa Argeplan.
Maristela disse que foi a responsável pelo pagamento da reforma e alegou que tinha, e sempre teve, uma preocupação muito grande com o custo da obra. Sabia exatamente até onde podia ‘caminhar’ com as próprias pernas para bancar o empreendimento.
A filha de Michel Temer contou que precisou da ajuda da mãe, Maria Célia, pagamento das despesas da reforma. Também fez um empréstimo bancário, por volta de 2013 e 2014, mas não se recorda especificamente se era para quitar uma despesa determinada da obra. Tomou o empréstimo por conta do gasto extraordinário da obra.
Ela contou que seu objetivo era alugar a casa e ‘dar um tapa’ para poder alugar, porque estava de mudança para Ibiúna (Grande São Paulo). Disse ao delegado que se separou e que queria dar à filha uma vida diferente.
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