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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) resolveu criticar o SUS nas redes sociais, alegando que o Ministério da Saúde deveria incorporar a vacina meningocócica B ao calendário público. O problema? O próprio governo do seu pai, Jair Bolsonaro, já havia rejeitado a mesma vacina em 2019. Na época, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) avaliou a oferta do imunizante para pacientes com Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), uma doença rara que torna as células do sangue mais vulneráveis. Mesmo para esse grupo de alto risco, a incorporação foi negada. A memória de Flávio parece ter falhado ou a hipocrisia fala mais alto.
A nova decisão da Conitec, divulgada agora, também foi desfavorável. Mas o motivo não é apenas custo: a fabricante não consegue produzir doses suficientes para atender toda a demanda nacional. Cerca de 85% do público-alvo ficaria sem acesso, comprometendo a efetividade da política pública. Enquanto isso, o governo Lula tem recuperado a credibilidade na vacinação. O Brasil voltou a ser país livre do sarampo em 2024 certificado perdido na gestão Bolsonaro. As coberturas vacinais infantis cresceram, e o SUS ampliou a oferta da vacina meningocócica ACWY e do VSR (Vírus Sincicial Respiratório).
A crítica de Flávio Bolsonaro não resiste a dois fatos: primeiro, seu próprio governo de família negou a vacina; segundo, o atual governo reconstruiu o programa nacional de imunização que ele e o pai ajudaram a destruir com negacionismo. Quem viveu sob a gestão Bolsonaro lembra bem: as menores coberturas vacinais da história, o sarampo de volta e a ameaça da poliomielite. Agora, Flávio quer posar de defensor do SUS? A conta não fecha. A hipocrisia, infelizmente, não tem vacina.
Com informações do Brasil247
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