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O presidente Lula defendeu neste sábado (9) a ampliação da parceria do Brasil com os Estados Unidos e destacou a importância da soberania brasileira em um contexto de negociações envolvendo terras raras, que ganharam relevância diante da corrida global por matérias-primas usadas na produção de equipamentos tecnológicos, semicondutores e sistemas ligados à transição energética. "Realizamos uma reunião importante para o Brasil e para os Estados Unidos nesta semana. Discutimos o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo sempre o caminho do diálogo sem abrir mão de nossa soberania", postou Lula na rede social X.
O Brasil reforçou sua posição no mercado internacional de minerais estratégicos ao avançar no debate sobre terras raras, grupo de 17 elementos químicos essenciais para setores ligados à tecnologia, defesa e energia limpa. O País possui 21 milhões de toneladas em reservas desses minerais e ocupa a segunda colocação mundial, atrás apenas da China, que concentra 44 milhões de toneladas, segundo dados de 2024 do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). As terras raras englobam elementos como lantânio, cério, neodímio, samário, disprósio e ítrio, usados na fabricação de turbinas eólicas, veículos híbridos, celulares, ímãs permanentes, catalisadores automotivos e equipamentos militares guiados.
O crescimento da demanda global por tecnologias de baixo carbono elevou o peso econômico e estratégico desses materiais, e o avanço das discussões sobre exploração mineral reforça o interesse do Brasil em ampliar presença no mercado internacional de minerais críticos, em um cenário marcado pela disputa global por tecnologia, energia e soberania econômica. Atualmente, minerais como lítio, cobalto, grafita, níquel e nióbio figuram entre os mais valorizados, e as terras raras podem integrar tanto a categoria de minerais críticos quanto a de estratégicos, dependendo do contexto geopolítico analisado — o que significa que o Brasil senta à mesa como protagonista, não como entreguista.
Realizamos uma reunião importante para o Brasil e para os Estados Unidos nesta semana. Discutimos o comércio bilateral, negociações tarifárias, a cooperação no combate ao crime organizado e minerais críticos. Vamos seguir em tratativas para ampliar nossas parcerias, fortalecendo… pic.twitter.com/6cTZuBSGTv
— Lula (@LulaOficial) May 9, 2026