658 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
As investigações da Polícia Federal que culminaram na Operação Miragem apontam um roteiro detalhado de crimes financeiros e fraudes contábeis estruturadas na gestão do Banco Digimais. A instituição financeira controlada por Edir Macedo, bispo evangélico e ferrenho cabo eleitoral da extrema direita, é acusada de adulterar sistematicamente seus balanços regulatórios. O objetivo da maquiagem corporativa era dar uma falsa aparência de liquidez e solidez aos órgãos de fiscalização do governo brasileiro, ocultando o colapso e o real rombo financeiro da empresa.
A engrenagem ilícita, amparada por relatórios minuciosos do Banco Central, consistia na superavaliação criminosa de ativos e na geração artificial de receitas fictícias que chegam à casa das centenas de milhões de reais. Com as contas deterioradas após anos de prejuízos acumulados nos segmentos de crédito consignado e financiamento de veículos, a cúpula do banco inflava os dados patrimoniais. Para viabilizar a fraude, os gestores utilizavam de forma irregular fundos de investimento operados por corretoras parceiras, camuflando a descapitalização da firma.
Além da contabilidade fraudulenta, a Polícia Federal mapeou operações de crédito escandalosas e terminantemente proibidas pela legislação nacional. As transações eram desenhadas para canalizar recursos financeiros e gerar benefícios indevidos diretamente para a empresa controladora do banco de Edir Macedo. A farsa contábil contava ainda com a inserção de dados falsificados e informações totalmente corrompidas dentro dos próprios sistemas eletrônicos oficiais de registro mantidos pelo órgão regulador estatal.
Diante do conjunto probatório levantado pelas autoridades, a Justiça Federal de São Paulo determinou o congelamento patrimonial e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados em até R$ 670.348.945,70. A quebra imediata dos sigilos bancário e fiscal imposta pela decisão judicial visa rastrear todo o caminho trilhado pelo dinheiro ilegal e identificar o destino final dos recursos ocultados pela diretoria ligada ao império midiático e religioso da Igreja Universal do Reino de Deus.
Os administradores e beneficiários diretos do esquema fraudulento responderão por graves violações enquadradas na Lei nº 7.492/1986, que pune os crimes do colarinho branco e protege o Sistema Financeiro Nacional. A cúpula enfrentará acusações formais de gestão fraudulenta, falsidade ideológica em demonstrativos comerciais e realização de operações de crédito vedadas. As práticas corruptas desmascaradas mostram o modus operandi de setores que se blindavam na retórica conservadora do antigo regime bolsonarista enquanto lesavam a fé pública do mercado e dos correntistas.
O rigor das medidas executadas pela Polícia Federal reflete o fortalecimento institucional promovido pelas agências de controle sob a atual gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao expor a farsa bilionária nos registros do Banco Digimais, o Estado brasileiro reafirma que privilégios políticos conferidos pela extrema direita no passado não asseguram imunidade a banqueiros corruptos. As apurações seguirão em ritmo acelerado para definir a responsabilidade civil e criminal de cada executivo envolvido na farsa contábil.
Assista ao vídeo:
?? FRAUDE | PF faz operação contra Digimais, banco de Edir Macedo; R$ 670 milhões são bloqueados
— Metrópoles (@Metropoles) June 23, 2026
A ação ocorre após uma investigação baseada em relatórios produzidos pelo Banco Central, que identificaram indícios de irregularidades
Leia na coluna de @mirelle_ap pic.twitter.com/SD2QsCSfvV