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Em uma agenda marcada por forte emoção, memórias pessoais e um resgate histórico da dignidade das populações periféricas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou, nesta segunda-feira, em Guaratiba, o lançamento de um robusto pacote de setecentos e dois vírgula nove milhões de reais em investimentos para a infraestrutura urbana do Rio de Janeiro. As intervenções, capitaneadas pelo Ministério das Cidades dentro do programa Novo PAC Periferia Viva - Urbanização de Favelas, vão transformar radicalmente a realidade de quatro das comunidades mais populosas e vulneráveis da capital fluminense: o Jardim Maravilha, o Complexo da Maré, o Complexo do Alemão e a Rocinha, blindando esses territórios contra as históricas e devastadoras calamidades climáticas.
O ponto alto da cerimônia ocorreu quando Lula, despido de formalismos, trouxe um depoimento pungente e doloroso de sua própria trajetória de vida para justificar a urgência das obras de saneamento e contenção de cheias. O presidente relembrou os tempos em que habitou moradias subumanas castigadas pelas tempestades, conectando diretamente o sofrimento do passado com a missão de seu governo de tirar o povo da lama. No Jardim Maravilha, área criticamente afetada por inundações que abrigará obras estruturais como a construção de um dique, passeios pavimentados e reservatórios de retenção pluvial para trinta mil moradores, o mandatário cobrou publicamente a burocracia estatal por maior agilidade na execução dos contratos.
"Eu já morei em casa que entrou um metro e meio de água dentro da minha casa. Eu sei o que é acordar de noite com um rato nadando dentro de casa. Barata, fezes, tudo boiando dentro de casa. Eu sei o que é isso."
— Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República.
Demonstrando seu DNA de liderança de massas, Lula convocou os moradores e os movimentos comunitários a agirem como fiscais ativos do dinheiro público, enfatizando que a cobrança popular é o verdadeiro combustível que impede as obras de empacarem nas gavetas de Brasília. Além do canteiro que se inicia em Guaratiba, o pacote assinado ao lado da ministra Miriam Belchior assegura o início imediato da Fase 1 na Maré — com a criação do Parque Linear da Vila dos Pinheiros e a eliminação de lixões à beira da Baía de Guanabara —, além de contratos via FGTS e Pró-Moradia para reurbanizar o Alemão e a Rocinha. A ofensiva do Novo PAC devolve o Rio de Janeiro ao mapa dos investimentos sociais e prova que a periferia deixou de ser tratada como caso de polícia para virar prioridade absoluta de Estado.
Com informações do Brasil247
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