129 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
O plano da extrema direita de usar o cinema como palanque eletrônico sofreu um duro revés com o provável adiamento do filme "Dark Horse", que exalta o condenado Jair Bolsonaro. Diante do cerco judicial e do total desespero com as investigações, a produtora Go Up Entertainment recuou e agora estuda lançar o longa-metragem apenas entre novembro e dezembro de 2026, após o encerramento do pleito de outubro. A desculpa oficial da empresária Karina Ferreira da Gama é a suposta falta de tempo para divulgação por causa da Copa do Mundo, mas os bastidores revelam o pânico do clã com o avanço de escândalos financeiros de proporções bilionárias.
A mudança tática ocorre em meio ao pânico que se instalou na campanha do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência e diretamente beneficiado pelo projeto. Durante uma exibição privada nos Estados Unidos, o diretor americano Cyrus Nowrasteh escancarou o desvio de finalidade eleitoral ao declarar abertamente que a obra foi feita para eleger o filho do ex-presidente, o que levou o PT a acionar imediatamente o Ministério Público Eleitoral. Contudo, o maior temor dos criminosos é que a circulação do filme traga de volta ao debate público o envolvimento do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está preso por suspeita de fraude bilionária contra o sistema financeiro nacional.
Daniel Vorcaro enviou a espantosa quantia de pelo menos R$ 61 milhões para a produção através do fundo Havengate Development Fund LP, e investigações apontam que Flávio Bolsonaro chegou a negociar com o banqueiro criminoso o repasse total de R$ 134 milhões, divididos em 14 parcelas. Para piorar a situação da quadrilha extremista, uma perícia contábil revelou que o custo da obra chegou a R$ 75,1 milhões. Desse total, há a grave suspeita de que parte dos R$ 20,9 milhões gastos em solo brasileiro tenha sido desviada de um contrato de R$ 108 milhões da Prefeitura de São Paulo com o Instituto Conhecer Brasil, uma ONG controlada por Karina Gama que deveria instalar pontos de wi-fi na periferia.
A Polícia Federal e o Ministério Público investigam o esquema de subcontratações fraudulentas e notas fiscais canceladas que serviram para lavar o dinheiro público e financiar a hagiografia do bolsonarismo. Os relatórios detalham que a maior parte dos recursos gastos no Brasil entrou de forma suspeita via Pix, somando R$ 18,4 milhões. Enquanto os advogados tentam blindar os produtores alegando que os ingressos possuem origem puramente privada, a auditoria expõe as entranhas de uma máquina de propaganda alimentada pelo crime colarinho branco que tenta enganar o povo brasileiro.
O escândalo atinge em cheio o outro filho do ex-presidente, o ex-deputado federal foragido Eduardo Bolsonaro. A Polícia Federal abriu uma linha de investigação específica para apurar se os milhões repassados pelo banqueiro preso ao fundo Havengate também serviram para sustentar ilegalmente a estadia de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O criminoso está foragido no país estadunidense desde fevereiro de 2025 e é acusado pela Procuradoria-Geral da República de cometer atos de traição à pátria, ao articular sanções estrangeiras contra autoridades e contra a própria democracia brasileira.
Veja a postagem no X:
Ministro André Mendonça manda REMOVER das redes sociais posts que associam Flávio Bolsonaro a Vorcaro.
— Lázaro Rosa ???? (@lazarorosa25) June 21, 2026
Mas o próprio Flávio Bolsomaster prova, em áudio, que tinha ligação com o criminoso ao cobrar R$ 61 milhões dele. pic.twitter.com/UqHD70b7Pf