O deputado federal Carlos Zarattini, importante liderança do PT de São Paulo e aliado do presidente Lula, cobrou de forma contundente o governador bolsonarista Tarcísio de Freitas pelo envolvimento direto de sua gestão no escândalo do Banco Digimais. O parlamentar progressista utilizou suas redes sociais para questionar os critérios obscuros que levaram o Palácio dos Bandeirantes a entregar a folha de pagamento de mais de 80 mil policiais militares do estado nas mãos de uma instituição financeira falida e controlada pelo bispo Edir Macedo. A cobrança expõe as entranhas dos privilégios concedidos pelo governo de extrema direita a setores aliados, colocando em risco a segurança financeira dos servidores públicos.
Em uma publicação contundente na rede social X, Carlos Zarattini revelou dados alarmantes que desmascaram o amadorismo ou a má-fé da atual gestão estadual na condução do convênio público. O deputado do PT apontou que o Banco Digimais já acumulava um prejuízo vergonhoso de aproximadamente R$ 250 milhões no momento exato em que Tarcísio de Freitas assinou a autorização para a operação do crédito consignado com desconto em folha. Poucos meses após o fechamento do acordo espúrio, o rombo da instituição disparou e passou a se aproximar da marca de R$ 500 milhões, culminando em uma operação recente da Polícia Federal contra o banco.
Veja:
TARCISIO DIGIMASTER: Tarcísio autorizou o Banco Digimais a operar crédito consignado para mais de 80 mil policiais militares de São Paulo. O banco já acumulava prejuízo de cerca de R$ 250 milhões quando o convênio foi firmado. Meses depois, o rombo se aproximava de R$ 500…
A ofensiva da oposição liderada pelo bloco democrático busca arrancar do governo paulista a identificação exata de quem aprovou essa transação temerária com uma empresa em franca insolvência contábil. Por se tratar de crédito consignado, o sistema exige uma avaliação de risco minuciosa e laudos rigorosos de capacidade operacional para proteger o salário dos policiais, regras que parecem ter sido completamente ignoradas pela máquina estadual para beneficiar o banco da extrema direita. O questionamento de Zarattini mira a cumplicidade de órgãos estaduais que falharam deliberadamente na fiscalização e na proteção dos usuários do sistema.
Encurralado pela denúncia, o governo de Tarcísio de Freitas tentou ensaiar uma resposta defensiva e admitiu, por meio de uma nota da Secretaria de Gestão e Governo Digital, que foi obrigado a abrir um processo para estudar "medidas cautelares" no contrato com o Digimais. A assessoria da gestão estadual alegou de forma protocolar que a empresa cumpria os requisitos formais na época do credenciamento e tentou se esquivar da culpa jogando a responsabilidade sobre o Banco Central. No entanto, a desculpa não colou diante da gravidade das investigações da Polícia Federal, que apuram se o banco maquiou balanços para esconder a fraude.
A militância progressista e os defensores dos direitos dos servidores públicos alertam que o caso "Tarcísio Digimaster" é um exemplo clássico de como a extrema direita utiliza o Estado para favorecer aliados políticos e religiosos em detrimento do interesse coletivo. Enquanto o governo federal do presidente Lula trabalha para restabelecer a integridade das instituições, o governo de São Paulo amarga um escândalo que pode comprometer a renda de dezenas de milhares de famílias de policiais. O avanço das investigações na Assembleia Legislativa e na PF deve manter o governador sob forte pressão política nas próximas semanas.
Com informações do Brasil 247
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.
O Plantão Brasil é um site independente. Se você quer ajudar na luta contra o golpismo e por um Brasil melhor, compartilhe com seus amigos e em grupos de Facebook e WhatsApp. Quanto mais gente tiver acesso às informações, menos poder terá a manipulação da mídia golpista.