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do BLOG DO TALES FARIAS, UOL
O blog procurou Cristiano Zanin, o advogado de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para falar sobre a votação de ontem no Supremo Tribunal Federal (STF).
A Corte formou maioria, por 6 dos 11 votos dos ministros, contra apenas 3, segundo a qual os réus nos processos têm o direito de se pronunciar após as delações (premiadas ou não) de outros réus.
Mas o presidente do STF, Dias Toffoli, adiou para a semana que vem uma decisão sobre se isso anula ou não condenações de Lula nos casos do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia.
Zanin respondeu ao blog:
"Prefiro não me pronunciar sobre isso neste momento. A meu ver o caso do ex-presidente Lula requer a anulação na íntegra dos processos, em razão da manifesta parcialidade do juiz que os conduziu. Vai além desse caso que está sendo julgado agora. Está mais do que comprovada essa suspeição, reforçada também pelas mensagens divulgadas pelo site The Intercept."
Ele arremata: "Nesse julgamento específico, da ordem das alegações finais, buscaremos para o ex-presidente Lula que seja dado o mesmo que aos demais jurisdicionados pela Suprema Corte."
Em outras palavras, a defesa de Lula não pretende se fixar apenas na discussão sobre se as alegações finais do delatado devem ser feitas antes ou depois do delator.
A ideia é insistir na anulação completa dos processos, com base na suspeição do então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça de Bolsonaro.
(...)
Quanto à proposta de Barroso e Fux –de que a decisão de ontem só valha para os próximos casos–, a defesa de Lula deverá usar o mesmo argumento apresentado na sessão pelo ministro Alexandre de Moraes: como dizer ao impetrante que ele tem razão, mas a decisão não valerá no seu caso?
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