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O crime organizado no Brasil encontrou nas moedas digitais um porto seguro, mas a Polícia Federal está apertando o cerco. Em 2025, as autoridades brasileiras confiscaram o recorde histórico de R$ 71 milhões em criptoativos — um salto impressionante que sextuplicou os valores de 2024. No entanto, o montante recuperado é apenas a ponta de um iceberg bilionário: estima-se que facções criminosas e golpistas movimentem dezenas de bilhões de reais longe dos olhos do Banco Central, utilizando a tecnologia para ocultar lucros do tráfico, crimes ambientais e ataques cibernéticos em larga escala.
A sofisticação dos criminosos mudou o perfil do mercado. O Bitcoin, antes protagonista, agora responde por menos de 10% das operações ilícitas devido à sua rastreabilidade e lentidão. O novo "queridinho" do crime é o USDT, uma stablecoin pareada ao dólar que permite transações instantâneas e dificulta o trabalho de investigação. Em 2025, a Receita Federal registrou que mais de R$ 505 bilhões circularam em criptoativos no país, consolidando o Brasil como o maior mercado da América Latina, mas também como um território fértil para esquemas de lavagem que desafiam as lacunas regulatórias nacionais.
Investigações recentes mostram o tamanho do prejuízo para o povo brasileiro. Somente em ataques contra a infraestrutura do Pix no Banco Central, hackers desviaram R$ 1,5 bilhão, enquanto esquemas de lavagem ligados ao PCC e ao Hezbollah movimentaram mais de R$ 12 bilhões em poucos anos. A resposta estatal começa a ganhar corpo com novas normas do Banco Central para fiscalizar as corretoras e prevenir o financiamento ao terrorismo, mas especialistas alertam que o Brasil ainda corre atrás de padrões internacionais de monitoramento para frear o uso dessas ferramentas como máquinas de ocultação de capital.
Com informações da Folha de São Paulo
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