A médica pró-cloroquina, Nise Yamaguchi, que supostamente se mobilizou para mudar e ´´adaptar`` a bula do remédio, é a próxima a depor na CPI da Covid

Portal Plantão Brasil
28/5/2021 17:44

A médica pró-cloroquina, Nise Yamaguchi, que supostamente se mobilizou para mudar e ´´adaptar`` a bula do remédio, é a próxima a depor na CPI da Covid

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1590 visitas - Fonte: UOL

A CPI da Covid ouvirá médicos, pesquisadores, representantes de laboratórios, governadores e ex-assessores do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello ao longo de junho, segundo calendário preliminar estabelecido.







O próximo depoimento marcado é o da médica oncologista e imunologista pró-cloroquina Nise Yamaguchi. Sua oitiva aos senadores será na terça-feira (1º), a partir das 9h.



O diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmou à CPI que Nise parecia "mobilizada" com a possibilidade de mudar a bula da cloroquina para que o uso do remédio contra a covid-19 passasse a constar no papel, embora não haja evidências científicas de sua eficácia para a doença até o momento.







A sugestão foi discutida e rechaçada em reunião no Palácio do Planalto, disse.



A intenção da Comissão Parlamentar de Inquérito nessa próxima semana é promover uma espécie de debate entre profissionais que defendem e que criticam o uso da cloroquina no tratamento da covid-19.



O assunto tem sido um dos focos dos senadores pelo fato de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ser defensor assíduo da cloroquina, o Exército ter aumentado a produção do remédio e o Ministério da Saúde ter recomendado seu uso na pandemia.



Os demais depoimentos ainda não estão confirmados, mas, a previsão é que, na quarta (2), falem à CPI o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Clovis Arns da Cunha, a presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Zeliete Zambon, o especialista em Infectologia pelo Hospital Emílio Ribas Francisco Eduardo Cardoso Alves, e o neurocirurgião Paulo Porto de Melo.







A CPI da Covid foi instalada há um mês e busca apurar ações e eventuais omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus no Brasil, assim como apurar o uso de verbas da União repassadas a estados e municípios.



O prazo da CPI é de 90 dias, que pode ser prorrogado.



Até o momento, a comissão ouviu dez pessoas: Antonio Barra Torrres, os ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta, Nelson Teich e Eduardo Pazuello, o atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o ex-secretário de Comunicação do governo Fabio Wajngarten, o gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, o ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, e o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.



Último a depor, Dimas contradisse Pazuello ontem e culpou o presidente Jair Bolsonaro pelo atraso nas negociações da compra da vacina CoronaVac pelo governo federal.







Na quarta-feira, a CPI aprovou a reconvocação de Queiroga e de seu antecessor, o general Eduardo Pazuello, durante reunião marcada por brigas entre senadores e tentativa de acordo frustrada. A comissão também deliberou a convocação de nove governadores em exercício do mandato e do ex-governador do Rio Wilson Witzel.



Apesar da convocação, os governadores estudam se unir e entrar com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) para evitar os depoimentos. Eles argumentam que a Constituição e o regimento interno do Senado impedem a convocação de governadores e prefeitos.



Antes, buscam uma alternativa com os membros da CPI contrários à presença deles na comissão.



"Dependemos do sinal verde dos procuradores e se tem alternativa de alteração pela própria CPI, que através de seus membros já reconhecem o aspecto ilegal da decisão", afirmou um governador convocado, sob reserva.







Veja a previsão dos demais depoimentos de junho (o cronograma pode sofrer alterações):



-Terça (8): Nísia Trindade, presidente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz);

-Quarta (9): Elcio Franco, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde sob comando de Pazuello;

-Quinta (10): Markinhos Show, ex-assessor de Pazuello;

-Sexta (11): Cláudio Maierovitch, sanitarista, e Nathália Pasternak, microbiologista e pesquisadora da USP;

-Terça (15): Marcellus Campêlo, secretário de Saúde do Amazonas;

-Quarta (16): Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro;

-Quinta (17): Carlos Wizard, empresário;

-Terça (22): Filipe Martins, assessor para assuntos internacionais da Presidência da República;

-Quarta (23): Presidente do Instituto Gamaleya (responsável pelo desenvolvimento da vacina russa Sputnik V);

-Quinta (24): Jurema Werneck, representante do Movimento Alerta;

-Terça (29): Wilson Lima, governador do Amazonas;

-Quarta (30): Helder Barbalho, governador do Pará.

-Para 1º de julho, está previsto o depoimento do governador do Piauí, Wellington Dias.



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