1126 visitas - Fonte: Folha de São Paulo
Um dos ministros de Jair Bolsonaro (PL) que receberam relógios de luxo do governo do Qatar durante viagem em outubro de 2021, Gilson Machado Neto, que comandava a pasta do Turismo, reafirma ao Painel a decisão da Comissão de Ética da Presidência de 2022 de que eles não precisariam devolver os itens, em indicativo de que pretende continuar com o item em sua posse.
Na última quarta-feira (1º), o Tribunal de Contas da União notificou a Comissão de Ética, disse que o recebimento de presentes caros extrapola "princípios da razoabilidade e da moralidade" pública e sugeriu a devolução dos objetos.
Procurado pela coluna para comentar a recomendação do TCU, Machado encaminhou mensagem que diz que a comissão de ética decidiu que ele não precisa devolver o objeto.
Osmar Terra e Ernesto Araújo, que então eram ministros da Cidadania e das Relações Internacionais, não responderam se pretendem devolver os relógios que ganharam.
Ex-secretário do Ministério da Economia, Caio Megale escreveu na segunda-feira (6) uma carta ao Ministério da Fazenda pedindo informações dos procedimentos que deverá adotar para abrir mão do objeto.
O tema dos presentes de alto valor a autoridades brasileiras entrou em evidência com a revelação em reportagem do jornal O Estado de S. Paulo de que em outubro de 2021 um militar que assessorava o então ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) tentou desembarcar no Brasil com uma série de artigos de luxo na mochila, que supostamente seriam presentes do governo da Arábia Saudita a Jair Bolsonaro e à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Como os bens não haviam sido declarados, eles foram apreendidos pela Receita Federal, cuja equipe de auditores avaliou os itens em 3 milhões de euros (cerca de R$ 16,5 milhões).
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