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O governo Lula (PT), por meio da Casa Civil, publicou hoje no Diário Oficial da União a dispensa de Wendel Benevides Matos do cargo de corregedor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal).
O que aconteceu
-O corregedor é responsável por investigações internas da PRF, como a das blitze durante o segundo turno das eleições de 2022.
-Foi a segunda dispensa do servidor do cargo de corregedor. A primeira, publicada em janeiro, foi revogada, porque seria necessário respaldo legal para retirar Wendel Benevides Matos da função.
-Desta vez, segundo apurou o UOL, há um parecer da Controladoria-Geral da União favorável à dispensa. A reportagem procurou a Casa Civil e aguarda retorno.
-Também segundo apurou a reportagem, a gestão atual considerou a hipótese de poder haver alguma influência nas decisões de futuras investigações sobre a gestão anterior do órgão, então comandado por Silvinei Vasques.
-O servidor também foi procurado, por meio da corregedoria, mas a reportagem ainda não conseguiu contato com ele.
Quem é o ex-corregedor?
-Wendel Benevides é servidor de carreira, tendo passado por diferentes ministérios ao longo dos anos no governo Dilma Rousseff (PT). Sob Bolsonaro, trabalhou no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, ocupando cargo no gabinete da ministra Damares Alves. Em setembro de 2022, foi nomeado corregedor da PRF.
-O diretor-geral da corporação, à época, era Silvinei Vasques, apoiador de Jair Bolsonaro (PL) e responsável pela operação das blitze no dia do segundo turno da eleição, principalmente em estados do Nordeste, onde Lula, rival de Bolsonaro no pleito, é mais bem votado.
-Como antecipou o UOL, a Corregedoria da PRF decidiu arquivar parte dessa investigação. Foram mantidas apurações em uma sede do Sul, uma do Norte e três do Nordeste.
-Os bloqueios ocorreram mesmo tendo sido proibidos pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
-Foi aberta uma investigação interna para apurar as razões da operação. A Corregedoria acatou o Relatório de Instrução Preliminar Sumária e determinou o arquivamento parcial do caso.
-Segundo a instituição, não foi constatado "ato irregular" no planejamento e execução da operação.
A Polícia Federal investiga uma possível interferência do então ministro da Justiça, Anderson Torres, na execução dos bloqueios.
Ele teria viajado à Bahia nos dias anteriores ao segundo turno para combinar como seria a operação. A Bahia é um dos estados onde os inquéritos foram arquivados.
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