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A União Europeia convocou uma reunião de emergência com os embaixadores dos 27 países do bloco para este domingo (18), em resposta às crescentes pressões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a Groenlândia. O encontro ocorre em meio a uma crise diplomática desencadeada pelas ameaças de Trump de anexar o território ártico e de impor tarifas punitivas a países europeus que se opuserem ao plano. A reunião, marcada para o Chipre, sinaliza o alto nível de alarme em Bruxelas com a escalada retórica de Washington.
Em uma declaração conjunta nas redes sociais, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, alertaram que as tarifas ameaçadas por Trump "prejudicariam as relações transatlânticas e poderiam desencadear uma perigosa escalada negativa". Eles afirmaram que a Europa permanecerá "unida, coordenada e comprometida em defender sua soberania". A chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, foi mais direta, criticando a medida por beneficiar rivais geopolíticos: "A China e a Rússia devem estar se divertindo muito. São elas que se beneficiam das divisões entre os aliados".
A crise se intensificou após Trump ironizar a capacidade de defesa da Groenlândia – que chamou de "dois trenós puxados por cachorros" – e reafirmar que tomaria o território "de um jeito ou de outro" para evitar que caísse nas mãos de Rússia ou China. Em resposta, países como Alemanha, França e Reino Unido já enviaram tropas à região a pedido da Dinamarca, numa demonstração militar de apoio à soberania dinamarquesa. A reunião de emergência deste domingo é o mais claro movimento até agora de que a União Europeia está preparando uma resposta coordenada e firme ao que considera uma ameaça inaceitável à estabilidade transatlântica e à ordem internacional baseada em regras.
Com informações do g1
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