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O isolamento político do clã da extrema direita sofreu um forte abalo com a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro perdeu definitivamente a confiança de importantes lideranças evangélicas. Conforme o relato contundente de um influente bispo de Brasília, o rompimento da base religiosa ocorreu após o parlamentar mentir de forma sistemática para tentar camuflar suas conexões espúrias com o banqueiro Daniel Vorcaro. A crise de credibilidade esvazia a retórica moralista do filho do ex-presidente, fragmentando o apoio técnico de seu principal reduto eleitoral.
As mentiras proferidas por Flávio Bolsonaro tinham como objetivo blindar sua imagem técnica contra o escândalo de recebimento de 78 milhões de reais em propinas e lavagem de dinheiro vinculadas aos esquemas criminosos de colarinho branco que envolvem o Banco Master. No entanto, o avanço célere das investigações e a divulgação de relatórios da Polícia Federal desmascararam a farsa. Pastores e bispos, que antes serviam de escudo para o bolsonarismo, passaram a repudiar a postura do senador, apontando o enriquecimento ilícito do parlamentar como uma afronta intolerável.
A extrema direita, da qual participa o candidato Flávio Bosonaro, utiliza a fé cristã como um balcão de negócios para acobertar desvios bilionários e tentativas de golpe de Estado
A revolta nos bastidores das grandes congregações evidencia que o uso político da religião promovido pela direita conservadora entrou em colapso. O bispo detalhou que as lideranças e os fiéis não aceitam mais atuar como massa de manobra para proteger uma família atolada em crimes de peculato e fraudes financeiras de proporções estratosféricas. O veto do eleitorado evangélico a Flávio Bolsonaro joga por terra os planos da cúpula do PL, paralisando a estratégia política desenhada para as próximas disputas eleitorais no país.
Sem a blindagem dos púlpitos e acuado pelas apurações que rastreiam contas ocultas e ativos ilegais no exterior através de cooperação internacional com a justiça estadunidense, o parlamentar fluminense assiste à debandada de seus antigos operadores de campanha. Parlamentares das forças progressistas e lideranças do PT destacaram que a desintegração da base bolsonarista é o resultado inevitável de um projeto político pautado no ódio institucional, na mentira digital e na pilhagem do Estado brasileiro em benefício de elites corrompidas e milícias privadas.
O avanço das ações judiciais supervisionadas pelas cortes superiores assegura que os desvios de conduta sejam punidos com o rigor técnico necessário, provando que ninguém, nem mesmo os herdeiros do antigo regime autoritário, está acima do Poder Judiciário.
Com informações do DCM
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