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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou oficialmente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não conseguiu intimar pessoalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro para prestar depoimento. Conforme o relatório assinado pelo delegado-chefe Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, a própria equipe de escolta do ex-mandatário bloqueou o cumprimento da ordem legal. Diante da obstrução física, os investigadores técnicos solicitaram ao STF autorização para realizar o interrogatório por videoconferência no dia 24 de junho de 2026, às 15h, para apurar a circulação ilegal de uma arma registrada em nome do extremista.
O novo inquérito técnico foi instaurado após as autoridades de segurança apreenderem uma pistola de propriedade de Jair Bolsonaro durante uma blitz de trânsito no Distrito Federal. O armamento clandestino estava em posse de um integrante do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que, ao ser abordado por um policial militar, confessou trabalhar para o ex-presidente e admitiu que a arma pertencia ao antigo chefe do Executivo. O agente alegou que a pistola havia sido entregue a ele para a manutenção de uma pane mecânica na segunda-feira, com a promessa de devolução na terça-feira subsequente.
A PCDF age com firmeza técnica para mapear o trânsito ilegal de armas de fogo, sem conceder privilégios ao ex-governante, que atualmente cumpre pena em regime de prisão domiciliar humanitária após ser condenado a 27 anos e 3 meses de reclusão por tentativa de golpe de Estado.
Em sua manifestação protocolada perante a Suprema Corte, a defesa técnica de Jair Bolsonaro tentou justificar a irregularidade alegando que o cliente repassou o dispositivo ao funcionário após constatar defeitos operacionais. Os advogados do extremista sustentaram que a pistola não tinha condições de efetuar disparos porque o percussor do mecanismo havia sido removido pela equipe de segurança, sem o aval direto do ex-presidente. A narrativa, contudo, não interrompeu o avanço das apurações criminais, que buscam apurar a materialidade de infrações administrativas e penais no manuseio de arsenais privados de figuras ligadas ao antigo poder.
O pedido de interrogatório virtual aguarda o despacho definitivo do ministro Alexandre de Moraes, que centraliza as investigações conexas contra o núcleo golpista para assegurar a legalidade dos atos processuais. Parlamentares das forças progressistas e do PT destacaram que a tentativa da escolta de barrar a polícia demonstra a perene postura de afronta às instituições democráticas por parte da extrema direita. O avanço das apurações técnicas sinaliza o compromisso contínuo do Estado em desarmar estruturas paralelas e proteger a sociedade civil e a classe trabalhadora humilde contra os abusos e privilégios das elites corrompidas.
Com informações do Brasil 247
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