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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concluiu sua participação na reunião de cúpula do G7 em Evian, na França, com um pronunciamento histórico focado na justiça social internacional. No encerramento do fórum das nações mais ricas, o líder brasileiro defendeu com veemência que o crescimento econômico mundial precisa deixar de ser um privilégio dos mercados industrializados e passar a beneficiar diretamente as populações do Sul Global, promovendo uma verdadeira inclusão.
Diferente do isolacionismo vergonhoso e da postura submissa que Jair Bolsonaro e seus seguidores extremistas impuseram ao país em fóruns passados, a diplomacia brasileira atual ocupou a centralidade do debate mundial. Lula utilizou a tribuna francesa para advertir as potências de que a estabilidade social do planeta depende da geração de empregos e da desconcentração de renda nas regiões em desenvolvimento da América Latina e da África.
Durante a sessão de encerramento, o chefe de Estado brasileiro propôs uma reestruturação profunda nos mecanismos de financiamento de órgãos multilaterais, denunciando que as regras vigentes asfixiam as nações mais pobres. Lula insistiu na urgência de canalizar recursos reais para a infraestrutura e transição energética desses territórios, pontuando que o crescimento verde não pode servir de pretexto para o surgimento de novas barreiras comerciais protecionistas.
A presença altiva de Lula em Evian enterra de vez o período sombrio em que o Brasil agia como pária internacional, época em que Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro apoiavam discursos contrários à cooperação internacional. A liderança demonstrada pelo presidente atual recoloca o governo federal como o principal interlocutor técnico do Sul Global frente às maiores economias estatais, negociando de igual para igual com as lideranças europeias e o governo estadunidense.
O presidente também aproveitou as sessões bilaterais para propor alianças estratégicas contra a fome e a exclusão digital, lembrando que a tecnologia deve servir para emancipar a classe trabalhadora global e não para consolidar monopólios de corporações estrangeiras. Lula reforçou que o combate à pobreza extrema exige coragem política e um compromisso republicano dos líderes do G7 para assegurar que a governança mundial seja mais justa e transparente.
Com informações do Brasil 247
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