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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou o Fórum Econômico Mundial em Davos em um palco de confrontação direta com os aliados europeus nesta terça-feira. Em um discurso agressivo, Trump dobrou a aposta na tentativa de anexar a Groenlândia, classificando a recusa da Dinamarca como um ato de "ingratidão" histórica. O republicano afirmou que o território é um "pedaço de gelo" estratégico que os EUA "estupidamente" devolveram após a Segunda Guerra Mundial e que, agora, apenas Washington tem capacidade de proteger contra as ameaças de Rússia e China no Ártico.
A retórica de Trump escalou para o campo da chantagem institucional ao vincular a sobrevivência da Otan à entrega do território. Embora tenha afirmado que não pretende "usar a força" para tomar a ilha, ele deixou claro que haverá retaliações diplomáticas e econômicas severas. Trump já anunciou a imposição de tarifas comerciais que podem chegar a 25% até junho de 2026 contra países que se opuserem aos seus planos. "Vocês podem dizer sim e apreciaremos, ou podem dizer não e nós lembraremos que uma América forte significa uma Otan forte", disparou o presidente.
A reação no continente europeu foi imediata e desafiadora. O presidente francês, Emmanuel Macron, adotou um tom de resistência, classificando a postura de Trump como uma forma de "novo colonialismo" e solicitou um exercício militar da Otan na Groenlândia para reafirmar a soberania dinamarquesa. Líderes da União Europeia, como Ursula von der Leyen, reforçaram que o continente está preparado para agir contra qualquer forma de coerção. A Dinamarca, por sua vez, já considera o envio de até 1.000 soldados para reforçar a defesa da ilha ainda este ano.
A tensão também se reflete no sentimento popular: pesquisas recentes indicam que 85% da população da Groenlândia rejeita a ideia de ser integrada aos Estados Unidos. Apesar de Trump ter dito à imprensa que "não há um plano" imediato, sua insistência na "Cúpula Dourada" e as ameaças tarifárias mostram que ele pretende usar o poder econômico de Washington para redesenhar o mapa geopolítico global, ignorando a vontade dos habitantes locais e de seus aliados históricos.
O isolacionismo de Trump e seu desprezo pelas leis internacionais criaram um racha sem precedentes na aliança ocidental. Enquanto ele reivindica que os americanos estão "felizes" com seu governo, a Europa se prepara para uma cúpula de emergência nesta quinta-feira (22). O discurso de Davos deixou claro que a cooperação multilateral está em risco, substituída por uma política de pressão que coloca o Ártico no centro de uma perigosa disputa de soberania no início de 2026.
Com informações do G1
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