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A Justiça do Rio de Janeiro condenou o pastor Silas Malafaia a pagar R$ 25 mil de indenização por danos morais ao influenciador Felipe Neto, em razão de uma série de ofensas proferidas durante a polêmica da Bienal do Livro de 2019. Nos autos, Felipe Neto relatou ter sido chamado de "bandido", "canalha" e "lixo moral", além de acusações de "perverter crianças" e "manipular menores". A decisão reconheceu que as expressões extrapolaram o direito à crítica e atingiram a honra e a reputação do criador de conteúdo, fixando a reparação em R$ 25 mil.
O episódio ocorreu no contexto da determinação do então prefeito Marcelo Crivella para o recolhimento de livros com temática LGBTQIA+ da feira literária, medida que gerou forte reação. Felipe Neto comprou e distribuiu obras sobre o tema como forma de protesto, o que intensificou a troca de acusações públicas com Malafaia. A sentença, ainda passível de recurso, ressalta que, embora o debate público comporte opiniões duras, há limites quando se parte para imputações de crimes e ataques pessoais sem provas, colocando em evidência os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade civil em embates ideológicos nas redes sociais.
Com informações do jornal O Globo
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