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A estratégia da Genial Quaest de realizar uma pesquisa focada no impacto do desfile da Acadêmicos de Niterói entre evangélicos escancara um viés perigoso e seletivo. Ao tentar medir o suposto "dano" causado por alegorias que criticam famílias reacionárias, o instituto deixa de ser um observador neutro para se tornar peça de uma engrenagem que visa desgastar o governo Lula. O questionamento que fica é o silêncio desses mesmos institutos diante de crimes reais: onde estão as pesquisas sobre o impacto da homofobia da extrema direita na população LGBTQIA+ ou sobre o supremacismo branco nas novelas da Globo?
A liberdade artística de uma escola de samba, que utiliza a sátira para expor as farsas da "família tradicional", está sendo tratada como uma crise institucional por pura conveniência política. Enquanto ataques sistemáticos do bolsonarismo contra religiões de matriz africana são solenemente ignorados pelas amostragens da Quaest e do Datafolha, a crítica social do Carnaval é colocada sob o microscópio. Essa disparidade revela que o objetivo não é ouvir a sociedade, mas sim dar munição aos pregadores do novo extremismo para que continuem sua campanha de difamação contra o campo progressista.
É um jogo de cartas marcadas em combinação com as alegorias moralistas da velha direita. Ao focar na reação de quem se sente "ofendido" pela arte, mas nunca ouvir o povo de umbanda e candomblé sobre a violência que sofrem, os institutos validam uma hierarquia religiosa e social excludente. O alvo final dessa "falsa controvérsia" é claro: carimbar o governo Lula como preconceituoso. É a normalização da mentira e do privilégio reacionário, transformando a pesquisa de opinião em uma ferramenta de perseguição ideológica e manutenção do status quo.
Com informações do Plantão Brasil/X
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