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A prisão do ex-embaixador Peter Mandelson, nesta segunda-feira (23), marca um capítulo decisivo na derrocada da elite que orbitava o criminoso Jeffrey Epstein. Conhecido como "Príncipe das Trevas" por sua influência nos bastidores do poder britânico, Mandelson foi detido pela Polícia Metropolitana de Londres sob a grave acusação de má conduta em cargo público. A investigação aponta que ele teria utilizado sua posição como secretário de Negócios para vazar informações sensíveis de mercado ao financista pedófilo, transformando o serviço público em um balcão de negócios escusos para seu círculo íntimo de amizades perversas.
A queda de Mandelson não é um fato isolado, mas o resultado de um rastro de provas que ele mesmo deixou ao chamar Epstein de "meu melhor amigo" em documentos manuscritos. Antes de ser levado pela polícia em seu endereço no bairro de Camden, o ex-político já havia sido escorraçado do cargo de embaixador pelo primeiro-ministro Keir Starmer e forçado a renunciar à Câmara dos Lordes. O escândalo expõe a face mais pútrida da política tradicional, onde figuras históricas se aliam a predadores sexuais em troca de vantagens econômicas, traindo a confiança da população e a ética do Estado.
O impacto dessa prisão sacode as estruturas do governo britânico e ocorre simultaneamente à detenção de Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do Rei Charles III, também envolvido no lamaçal de Epstein. O cerco se fecha contra aqueles que praticaram o abuso deliberado de poder, acreditando na impunidade garantida pelos seus títulos de nobreza e cargos de prestígio. Com mandados de busca e apreensão já cumpridos, a expectativa agora gira em torno da divulgação de novos documentos em março, que prometem revelar a extensão total dessa rede de corrupção e crimes que abalou a monarquia e o parlamento.
Com informações do DCM
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