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A defesa da servidora Ruth Machado dos Santos, da Receita Federal, está travando uma batalha no Supremo Tribunal Federal para tentar provar sua inocência e derrubar medidas cautelares severas. Alvo de busca e apreensão em pleno Carnaval, Ruth agora usa tornozeleira eletrônica e está afastada do cargo sob a acusação de ter acessado dados sigilosos de Viviane Barci, advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes. No entanto, seus advogados sustentam que as provas que a inocentam estão justamente nos sistemas que ela foi proibida de acessar por ordem judicial.
Ruth afirma categoricamente que, no dia e horário apontados pela auditoria como o momento da invasão de dados, ela estava realizando um atendimento presencial na unidade da Receita no Guarujá (SP). Para comprovar o álibi, a defesa apresentou documentos e solicita agora acesso urgente ao e-mail institucional da servidora, onde estariam mensagens formais enviadas antes da operação policial detalhando sua rotina de trabalho. A defesa pede o espelhamento da conta caso o acesso direto seja negado, reforçando que Ruth nunca compartilhou suas senhas com terceiros.
O caso é mais um capítulo polêmico do Inquérito 4.781 (Fake News), que já sofre duras críticas por sua duração indefinida e métodos expansivos. Enquanto a servidora tenta provar que houve um erro na identificação do acesso, a OAB Nacional pressiona o presidente do STF, Edson Fachin, pelo fim desses "inquéritos perpétuos". O episódio levanta questionamentos sobre o devido processo legal, já que medidas extremas como o uso de tornozeleira foram aplicadas a uma servidora pública que alega possuir provas documentais de que estava trabalhando em outra função no momento do suposto vazamento.
Com informações do DCM
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