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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu um prazo de 48 horas para que a Polícia Militar do Distrito Federal explique uma possível irregularidade na custódia do ex-ministro Anderson Torres. Relatórios produzidos pela própria PM indicam que o pai e a irmã de Torres realizaram uma visita no dia 11 de fevereiro entre 17h e 19h, período que está totalmente fora das faixas de horário e dos dias autorizados pela Justiça para a unidade prisional conhecida como "Papudinha".
Anderson Torres, que cumpre pena de 24 anos por envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro, está sujeito a regras rígidas de visitação estabelecidas em janeiro deste ano. Segundo o despacho de Moraes, as entradas de familiares só são permitidas às quartas e sábados, com o último turno encerrando-se impreterivelmente às 16h. A presença de familiares do ex-ministro até as 19h levantou suspeitas de tratamento privilegiado dentro do Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM), onde também estão detidos Jair Bolsonaro e Silvinei Vasques.
A cobrança de Moraes atinge diretamente o comando do 19º Batalhão da PM, responsável pela vigilância do local. O ministro destacou que as normas vigentes foram fixadas a pedido da própria corporação, o que torna o descumprimento ainda mais grave. Enquanto tenta reduzir sua pena através de leitura e cursos técnicos, Torres agora volta ao centro das atenções por um episódio que pode endurecer ainda mais as condições de sua detenção e gerar punições administrativas para os militares responsáveis pelo controle de acesso.
Com informações do DCM
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