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Nesta terça-feira (24), o Supremo Tribunal Federal dá início a um dos julgamentos mais aguardados da história recente do país: o desfecho do caso Marielle Franco e Anderson Gomes. A Primeira Turma da Corte decide a responsabilidade de Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como os mandantes do atentado, além do delegado Rivaldo Barbosa e do ex-PM Ronald Paulo de Alves. Após anos de obstruções e sombras da milícia carioca, a justiça finalmente senta no banco dos réus aqueles que acreditaram que a impunidade seria garantida pelo poder político e policial que exerciam no Rio de Janeiro.
O processo tramita no STF devido ao foro privilegiado de Chiquinho Brazão e será conduzido sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A sessão, presidida pelo ministro Flávio Dino, seguirá ritos rigorosos, incluindo as sustentações orais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das defesas. A acusação sustenta que o assassinato foi um crime político, meticulosamente planejado para eliminar a resistência de Marielle aos esquemas de regularização de terras dominadas por milicianos — um retrato fiel do "Estado paralelo" que o bolsonarismo permitiu florescer no Rio.
A denúncia é reforçada pela colaboração de Ronnie Lessa, o executor confesso, e por provas que ligam o delegado Rivaldo Barbosa a uma trama sórdida para sabotar as investigações desde o primeiro dia. O julgamento não é apenas sobre um crime de 2018, mas sobre a capacidade das instituições democráticas de punir organizações criminosas que se infiltraram no aparato estatal. Com votos previstos dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e dos demais integrantes, o Brasil espera que a sentença honre a memória de Marielle e Anderson, reafirmando que ninguém, por mais influente que seja, está acima da lei.
Com informações do Brasil 247
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