Carlos Bolsonaro é alvo de nova análise sobre rachadinhas por falhas na investigação

Portal Plantão Brasil
25/2/2026 07:56

Carlos Bolsonaro é alvo de nova análise sobre rachadinhas por falhas na investigação

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A blindagem sobre a família Bolsonaro sofreu uma derrota significativa com a decisão da Procuradoria-Geral de Justiça do Rio de Janeiro de retomar as investigações contra Carlos Bolsonaro. O órgão rejeitou o arquivamento do caso que apura o esquema de "rachadinha" no antigo gabinete do ex-vereador na Câmara Municipal. Sob a ótica de quem defende a moralidade pública, essa medida corrige um movimento que parecia desenhado para garantir a impunidade do clã, enviando o procedimento para uma nova Promotoria que terá o dever de apurar o envolvimento direto do filho de Jair Bolsonaro no recolhimento criminoso de salários de assessores.

A retomada ocorre após o subprocurador-geral Marcelo Pereira Marques classificar o arquivamento anterior como prematuro. Antes, o promotor Alexandre Graça havia denunciado apenas ex-funcionários, deixando o "02" de fora sob o argumento de que não havia irregularidades financeiras. Contudo, essa conclusão ignorou o fato de que Carlos nunca foi submetido ao mesmo rigor investigativo aplicado a seu irmão, Flávio Bolsonaro, cujas provas foram anuladas em manobras jurídicas, mas que revelaram padrões escandalosos de lavagem de dinheiro e pagamentos de boletos por terceiros.

Um dos pontos mais suspeitos ignorados pela investigação inicial é o padrão de comportamento financeiro do ex-vereador. Enquanto outros políticos utilizam o sistema bancário, Carlos Bolsonaro sacou em espécie quase 90% de seus salários durante o período investigado. Essa prática, típica de quem deseja ocultar o rastro do dinheiro, dificulta a identificação de desvios, mas serve como um indício gritante de que o dinheiro público era movimentado longe dos olhos da fiscalização para sustentar o estilo de vida da família e de seus operadores.

Diferente do caso de Flávio, os investigadores de Carlos sequer cruzaram dados sobre transações imobiliárias ou questionaram operadoras de saúde sobre quem pagava suas contas pessoais. O Ministério Público agora reconhece que essas diligências são essenciais para entender se o dinheiro desviado dos servidores retornava para o bolso do então parlamentar. Essa omissão nas etapas básicas da investigação reforça a percepção de que houve um tratamento privilegiado para o filho do ex-presidente, algo inadmissível em uma democracia que busca igualdade perante a lei.

A defesa de Carlos Bolsonaro, que costuma reagir com ataques à imprensa e às instituições, optou pelo silêncio diante desta nova etapa. Anteriormente, o ex-vereador chegou a demonstrar "insatisfação" com o fato de seus assessores terem sido denunciados, mantendo a retórica de vitimização comum ao bolsonarismo. No entanto, o avanço do caso para uma análise mais aprofundada sinaliza que a narrativa de "perseguição" não se sustenta diante de fatos que apontam para uma organização criminosa estruturada dentro do gabinete legislativo para saquear os cofres do Rio.

O caso agora entra em uma fase decisiva, onde a nova Promotoria poderá requisitar quebras de sigilo e auditorias que foram evitadas anteriormente. Para os defensores de um Brasil justo, a continuidade deste processo é fundamental para demonstrar que o sobrenome Bolsonaro não confere licença para praticar corrupção. A justiça precisa avançar para que todos os envolvidos nesse esquema de apropriação de dinheiro público sejam responsabilizados, encerrando um ciclo de sombras que marcou a trajetória política do clã no Rio de Janeiro.

Com informações do DCM

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