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O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, mandou um recado direto à Casa Branca em entrevista exclusiva à emissora norte-americana NBC: a soberania da ilha não está à venda. Em um momento de asfixia econômica sem precedentes, Díaz-Canel reiterou que qualquer diálogo com o governo de Donald Trump deve ocorrer em condições de absoluta igualdade e sem imposições de mudança de regime. O líder cubano foi enfático ao declarar que não deixará o cargo por pressões externas, sublinhando que sua permanência no poder é uma decisão que cabe exclusivamente ao povo cubano.
A tensão entre Havana e Washington escalou drasticamente em 2026. Sob o comando do secretário de Estado, Marco Rubio, os EUA implementaram um bloqueio agressivo que interrompeu o fornecimento de petróleo para a ilha, exacerbando uma crise energética que mergulhou o país em apagões constantes. Trump chegou a ameaçar com tarifas países que ousem vender combustível para Cuba, descrevendo o regime como "acabado". No entanto, em um movimento que desafiou o cerco diplomático, um navio tanque russo — o Anatoly Kolodkin — descarregou 773 mil barris de petróleo em Matanzas no final de março, garantindo fôlego de cerca de dez dias para o sistema elétrico cubano.
A estratégia de "pressão máxima" de Trump, que inclui sanções secundárias e a classificação de Cuba como estado patrocinador do terrorismo, busca forçar uma ruptura política através da insatisfação popular gerada pela escassez. Díaz-Canel, por sua vez, utiliza o palco internacional para denunciar o que chama de "bloqueio criminoso e ilegal" e reafirmar que o modelo econômico da ilha é um assunto de soberania nacional. Enquanto Washington sinaliza que pode "esperar algumas semanas" para fechar um acordo — após resolver conflitos no Oriente Médio —, Cuba aposta no multilateralismo e no apoio de aliados como a Rússia para resistir ao cerco que busca paralisar a ilha.
Com informações da emissora NBC
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