Alerta de Celso Amorim expõe plano dos EUA de usar PCC e CV contra soberania naciona

Portal Plantão Brasil
29/5/2026 09:35

Alerta de Celso Amorim expõe plano dos EUA de usar PCC e CV contra soberania naciona

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O assessor especial para assuntos internacionais do governo do presidente Lula, Celso Amorim, reagiu com firmeza e contundência à decisão unilateral dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações terroristas. O experiente diplomata denunciou o movimento do governo norte-americano, alertando que a medida serve essencialmente como uma cortina de fumaça jurídica e política para justificar futuras intervenções estrangeiras na América Latina. O posicionamento altivo de Celso Amorim reforça a defesa intransigente da soberania nacional contra as investidas do imperialismo.

Para o governo progressista brasileiro, a manobra de Washington desrespeita a autonomia do país e tenta impor uma agenda de segurança que atende unicamente aos interesses geopolíticos das potências do norte. Celso Amorim enfatizou que o combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas é uma atribuição exclusiva das forças de segurança do Brasil e das agências nacionais de inteligência. A tentativa de enquadrar o crime comum em legislações antiterroristas internacionais abre um precedente perigoso, que poderia permitir o monitoramento ilegal de cidadãos e até operações de inteligência estrangeira sem autorização em solo brasileiro.

O posicionamento do governo Lula escancara a submissão crônica do bolsonarismo, cujos parlamentares e líderes reacionários correram para aplaudir a decisão estadunidense. Enquanto a extrema direita atua como linha de frente do entreguismo, defendendo que o país seja tutelado por agências estrangeiras, a diplomacia brasileira trabalha para manter a independência do Estado de Direito. Juristas e analistas alinhados ao pensamento progressista apontam que a ingerência externa proposta pelos Estados Unidos mascara o verdadeiro interesse de controlar as riquezas naturais e influenciar a política interna de vizinhos sul-americanos.

A crítica de Celso Amorim encontra respaldo no histórico de intervenções militares e políticas promovidas pelos Estados Unidos ao redor do mundo sob o pretexto de combate ao terrorismo. O diplomata relembrou implicitamente que conceitos elásticos de segurança já foram utilizados no passado para desestabilizar regimes democráticos e violar a soberania de nações em desenvolvimento. Tratar as facções criminosas — que operam pela lógica do lucro e do mercado ilegal — como forças políticas beligerantes é um erro conceitual grave que atende apenas ao complexo industrial e militar estrangeiro.

Diferente do populismo penal vazio e da postura de subordinação defendida pela prole do ex-presidente Jair Bolsonaro - já condenado por nossa Justiça a 27 anos e 3 meses de prisão - a atual gestão federal combate a criminalidade com inteligência, asfixia financeira das organizações ilícitas e cooperação internacional baseada na igualdade entre os Estados. O Ministério da Justiça e as forças policiais brasileiras têm demonstrado competência técnica para sufocar o tráfico nas fronteiras, sem a necessidade de aceitar cartilhas ideológicas que servem como porta de entrada para a perda da autonomia territorial e jurídica do Brasil.

O embate em torno da soberania nacional isola ainda mais os setores extremistas da oposição, expondo que o discurso de falso patriotismo da direita ruiu diante da sua disposição de entregar as decisões estratégicas do país a Washington. A resposta firme de Celso Amorim assegura que o Brasil permanecerá como um ator global independente, que não aceita intimidações ou receitas externas para resolver seus desafios domésticos. A postura de dignidade internacional do governo democrático garante que a segurança pública continuará sendo um dever do Estado brasileiro, gerido por leis brasileiras e em benefício do povo trabalhador.

Com informações da Fórum

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