1030 visitas - Fonte: Plantão Brasil
O senador Flávio Bolsonaro, em mais um episódio da saga de desmandos e contradições que marca a trajetória de sua família, viu-se encurralado na GloboNews e acabou por "entregar" o irmão, Eduardo Bolsonaro. A revelação bombástica veio à tona enquanto tentava justificar o inexplicável destino dos vultosos recursos que, supostamente, financiariam o filme "Dark Horse", uma cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Em um show de malabarismo retórico, Flávio admitiu que os R$ 61 milhões, provenientes do banqueiro Daniel Vorcaro – figura já conhecida por suas encrencas com a justiça –, foram parar em um fundo administrado nos Estados Unidos pelo advogado de Eduardo. A desfaçatez é tamanha que a tentativa de blindar o irmão apenas o afunda ainda mais no pântano da suspeita.
Questionado pela jornalista Malu Gaspar sobre o porquê de tal montante ter sido direcionado a um fundo gerido pelo advogado de Eduardo, Flávio, com a habitual falta de transparência que caracteriza o clã, limitou-se a dizer que não sabia dos detalhes, mas que o advogado era uma "pessoa de confiança" do irmão. Uma resposta que, longe de esclarecer, apenas adensa as nuvens de desconfiança. O senador, em uma manobra patética, negou que os recursos tivessem como objetivo sustentar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde o deputado reside desde o ano passado, convenientemente distante das investigações que o cercam no Brasil por sua atuação golpista e antidemocrática. A narrativa oficial é que o dinheiro foi "integralmente" para a produção do filme, uma versão que se desintegra diante da realidade dos fatos.
A "naturalidade" com que Flávio Bolsonaro tratou a participação do advogado de Eduardo na operação financeira é, no mínimo, ultrajante. Segundo ele, para "colocar de pé uma estrutura dessa, criar um fundo, cuidar das questões legais, de burocracia, você tem que contratar um advogado, um advogado de confiança do Eduardo Bolsonaro, alguém que cuidou de todo o seu processo de green card". Ora, a quem querem enganar? A ligação entre os recursos de um banqueiro investigado, um fundo no Texas e o advogado do filho do ex-presidente, que está sob escrutínio da justiça brasileira, é um roteiro de filme de máfia, não de uma cinebiografia.
As investigações do Intercept Brasil já haviam apontado que os recursos de Vorcaro transitaram pela empresa Entre Investimentos e Participações e pelo Havengate Development Fund LP, registrado no Texas, com representação legal do advogado Paulo Calixto, notoriamente ligado a Eduardo Bolsonaro. Daniel Vorcaro, o generoso doador, encontra-se preso em Brasília, sob investigação por fraudes bilionárias, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o Banco Master. Para completar o cenário de degradação moral, seu pai, Henrique Vorcaro, também foi detido sob suspeita de financiar uma estrutura clandestina de espionagem. É um verdadeiro festival de ilegalidades e desfaçatez, com a família Bolsonaro sempre no centro do furacão.
Diante de tantas evidências e contradições, a Polícia Federal tem o dever de aprofundar as investigações e rastrear cada centavo desse dinheiro sujo. A sociedade brasileira exige respostas claras e punição exemplar para todos os envolvidos. Não é possível que a impunidade continue a reinar, especialmente quando se trata de figuras públicas que deveriam zelar pela ética e pela legalidade. A verdade, por mais que tentem escondê-la, sempre encontra um caminho. O bolsonarismo, com suas práticas obscuras e seu desprezo pela lei, precisa ser desmascarado e desmantelado em todas as suas esferas.
Veja o vídeo:
??URGENTE - Malu Gaspar questiona Flávio Bolsonaro por que o dinheiro foi para um fundo gerido pelo advogado de Eduardo
— SPACE LIBERDADE ? (@NewsLiberdade) May 14, 2026
Flávio - “Eu não sei de detalhes. Esse advogado é gestor desse fundo (…) é uma pessoa de confiança do Eduardo”
Malu - “então o senhor não sabe o destino?” pic.twitter.com/m1RfrTVBzW