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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido formal na Polícia Federal para investigar se o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, financiou operações de lobby internacional lideradas por Eduardo Bolsonaro. A suspeita é de que recursos desviados e lavados pela instituição financeira tenham sido utilizados para bancar campanhas de desinformação e pressão contra o Supremo Tribunal Federal (STF) em solo estadunidense. Para o parlamentar, os repasses configuram uma rede de apoio a ações que visam sabotar a imagem do Brasil no exterior em troca de proteção política.
Segundo a denúncia, o dinheiro que circulava pelo Banco Master não servia apenas para irrigar o filme biográfico de Jair Bolsonaro, o ex-presidente condenado a 27 anos de prisão. Lindbergh aponta que as viagens constantes de Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos e a contratação de advogados e comunicadores para pedir sanções contra o Brasil podem ter sido custeadas por Vorcaro. Essa estrutura seria parte de uma engrenagem internacional de extrema direita que tenta isolar o governo Lula e enfraquecer a democracia brasileira através de lobby e coação.
O pedido de investigação ocorre no mesmo dia em que Henrique Vorcaro, pai de Daniel, foi preso preventivamente por ocultar bilhões de reais em contas laranjas. Lindbergh afirma que a relação entre os Vorcaro e a família Bolsonaro ultrapassa a amizade, tratando-se de uma associação criminosa voltada para o financiamento de "ações de traição". O deputado exige que a Polícia Federal rastreie o caminho dos dólares que saíram das contas ligadas ao Banco Master com destino a fundos de investimento no Texas, suspeitos de servirem como base para as operações de Eduardo.
Para o parlamentar, as revelações trazidas pelos áudios de Flávio Bolsonaro, que cobrava milhões do banqueiro, são apenas a ponta do iceberg de um esquema muito maior de financiamento ilegal. Lindbergh sustenta que o clã utilizava o poder parlamentar para proteger os negócios de Vorcaro no Banco Central, enquanto o banqueiro garantia que os herdeiros do condenado tivessem verba ilimitada para suas cruzadas internacionais. A denúncia reforça a necessidade de prender preventivamente os envolvidos para evitar a fuga e a destruição de provas, dado o poder econômico do grupo.
A ofensiva de Lindbergh Farias é vista como um passo essencial para desmantelar a máquina de ataques ao Estado de Direito. Enquanto Eduardo Bolsonaro se apresenta nos Estados Unidos como vítima de perseguição, as investigações sugerem que ele opera como um agente financiado por um sistema financeiro fraudulento. O deputado defende que a soberania nacional foi colocada à venda por banqueiros bandidos e políticos golpistas, tornando urgente a identificação de todos os beneficiários desse lobby antidemocrático e corrupto.
O desdobramento das investigações pode levar ao isolamento definitivo de Eduardo Bolsonaro e à cassação de seu mandato por quebra de decoro e crimes financeiros. Com o pai em prisão domiciliar e os irmãos envolvidos em cobranças de propina, o parlamentar agora enfrenta a possibilidade de responder por traição à pátria ao articular contra as instituições brasileiras com dinheiro sujo. A ação de Lindbergh ecoa o sentimento de um país que exige justiça contra aqueles que tentaram transformar o Estado em um balcão de negócios para milícias financeiras.
Veja a postagem no X:
VORCARO FINANCIOU O TARIFAÇO
— Lindbergh Farias (@lindberghfarias) May 14, 2026
Protocolei notícia de fato criminal na Polícia Federal para apurar se dinheiro ligado a Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, foi usado para financiar a estrutura internacional da família Bolsonaro nos EUA: lobby, advocacia, comunicação…