Carla Zambelli repassou R$ 2 milhões para ONG associada à "Dark Horse"

Portal Plantão Brasil
18/5/2026 12:57

Carla Zambelli repassou R$ 2 milhões para ONG associada à "Dark Horse"

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O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF) fecharam o cerco contra o uso de dinheiro público para financiar a propaganda ideológica da extrema-direita. A ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares para a Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade presidida por Karina Ferreira da Gama, que também é a produtora de Dark Horse, a cinebiografia chapa-branca sobre Jair Bolsonaro. A verba milionária, que deveria financiar uma série documental de viés conservador e um show musical sem detalhes, acabou travada após auditorias identificarem graves problemas de rastreabilidade no governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo.

O caso revela um verdadeiro esquema de pulverização de recursos públicos promovido pela bancada bolsonarista. Para tentar viabilizar o projeto, que tinha custo estimado em R$ 2,6 milhões, outros parlamentares também abriram os cofres: o deputado federal Marcos Pollon (PL-MS), atualmente suspenso por quebra de decoro, enviou R$ 1 milhão via "emenda Pix"; o deputado cassado Alexandre Ramagem (PL-RJ) destinou R$ 500 emendas; e a deputada Bia Kicis (PL-DF) carimbou mais R$ 150 mil. No entanto, a farra com o dinheiro do povo foi interrompida porque o montante foi depositado diretamente na conta única do governo paulista, misturando-se ao caixa do estado e violando a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que exige contas específicas e individualizadas para cada emenda.

Diante do flagrante desrespeito às normas de transparência, o TCU exigiu a segregação do dinheiro, mas a ONG bolsonarista continua sem receber um centavo por não apresentar a documentação legal exigida. Se as pendências não forem resolvidas, o governo de São Paulo será obrigado a devolver os milhões à União. A situação da entidade se complicou ainda mais após o ministro Flávio Dino, do STF, abrir uma investigação oficial por suspeita de desvio de finalidade e quebra de transparência em emendas destinadas a projetos culturais ligados a Karina Ferreira da Gama, que comanda quatro empresas diferentes funcionando no mesmo endereço.

A investigação do STF, motivada por uma representação da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), apura se a estrutura fragmentada da produtora serve para ocultar a origem e o destino do dinheiro público. O escândalo se conecta diretamente aos bastidores do filme sobre Bolsonaro, que ganhou repercussão após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria pedido apoio financeiro ao Banco Master para a produção, com promessas de repasses que chegam a R$ 134 milhões. Até o momento, a Justiça também tenta intimar o deputado Mario Frias (PL-SP), roteirista e ator do filme, para explicar o recebimento de verbas carimbadas para o mesmo grupo político, consolidando o que o ministro Flávio Dino apontou como um claro descumprimento das ordens da Suprema Corte sobre o controle de emendas parlamentares.

Com informações do Brasil247

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