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A prefeitura de São Paulo, sob o comando de Ricardo Nunes, bancou despesas no valor de 3,5 milhões de reais para custear a realização de uma feira gospel organizada pela mesma produtora responsável pelo filme Dark Horse. O documentário em questão exalta a figura do condenado Jair Bolsonaro que está em prisão domiciliar. A descoberta do repasse milionário escancara o uso da máquina pública municipal para irrigar financeiramente empresas que orbitam o submundo de interesses do clã da extrema direita.
Os documentos oficiais revelam que o generoso aporte financeiro foi justificado como apoio a eventos culturais da cidade, mas o direcionamento dos recursos acendeu o alerta nos órgãos de fiscalização. A produtora beneficiada pelo prefeito paulistano é a mesma que gerencia as contas recheadas com os 12 milhões de dólares enviados pelo banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a propaganda do ex-presidente preso. O fluxo de dinheiro público municipal para os mesmos operadores do senador Flávio Bolsonaro demonstra o aparelhamento cruzado para manter a engrenagem extremista funcionando.
Essa triangulação financeira envolvendo a prefeitura de São Paulo e os produtores do clã repete o infame modus operandi do bolsonarismo, que sempre utilizou a fé alheia e laranjas empresariais para desviar recursos e blindar patrimônio. O atual prefeito da capital paulista , Ricardo Nunes, prefere gastar milhões do erário para agradar o núcleo radical que dá sustentação à sua permanência política, ignorando as reais prioridades do município.
A revelação do patrocínio milionário caiu como uma bomba na Câmara Municipal de São Paulo, onde parlamentares da oposição progressista já se articulam para exigir uma auditoria completa nos contratos firmados pela gestão de Ricardo Nunes com o setor de eventos. A suspeita dos investigadores é de que as despesas da feira religiosa tenham sido superfaturadas para permitir que o excedente do dinheiro público fosse canalizado para cobrir os rombos do filme promocional da família Bolsonaro, que perdeu financiadores privados após os escândalos virem à tona.
Os relatórios de inteligência financeira começam a cruzar os dados dos repasses municipais com as contas dos advogados e operadores do bolsonarismo. Sem a blindagem que os protegia no passado, os prefeitos e governadores que se submeteram ao bolsonarismo assistem ao desmoronamento de suas redes de influência. A farra com o dinheiro dos impostos do trabalhador paulistano está sendo exposta detalhadamente pelas autoridades competentes.
O cerco se fecha contra os financiadores e os beneficiários da estrutura paralela de comunicação da extrema direita, evidenciando que o projeto de poder baseado na corrupção e na mentira está com os dias contados. O desvio de finalidade de 3,5 milhões de reais para uma produtora investigada por crimes financeiros consolida a falência moral dessa coalizão política. A sociedade paulistana exige respostas imediatas e a responsabilização dos gestores que rifaram o cofre da cidade em troca do apoio político da dinastia extremista.
Com informações do DCM
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