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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra a ciranda financeira e a concentração de riqueza que historicamente asfixiam o desenvolvimento do Brasil. Em uma participação histórica na edição especial do programa Sem Censura, da TV Brasil, conduzido pela apresentadora Cissa Guimarães nesta sexta-feira (22), o mandatário fez uma defesa vigorosa da justiça social e da divisão do bolo econômico. Com o estilo direto e popular que lhe é característico, Lula sintetizou a lógica de seu governo: "Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria. E pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de renda".
Ao analisar o cenário macroeconômico e a percepção da sociedade sobre os rumos do país, o presidente desarmou o discurso das elites e do mercado com dados incontestáveis de sua gestão. Ele relembrou o hiato de estagnação vivido pelo país antes de seu retorno ao Palácio do Planalto e destacou que a roda da economia voltou a girar sob o comando de um projeto popular. "O Brasil só voltou a crescer acima de 3% quando eu voltei para a presidência. É fato", disparou, vinculando o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) diretamente à inclusão dos trabalhadores no orçamento público.
"Muito dinheiro na mão de poucos significa miséria, prostituição, fome, desemprego." — Presidente Lula
Para explicar de forma didática o colapso gerado pela desigualdade, Lula utilizou uma metáfora simples sobre como o consumo popular constrói uma economia forte e sustentável, diferenciando o comportamento rentista dos bilionários da realidade da classe trabalhadora:
A lógica do acumulador: "Quando eu dou um milhão pra vocês, você vai pro banco depositar numa conta bancária", pontuou o presidente, criticando o dinheiro que fica parado rendendo juros para os mais ricos sem gerar empregos ou produzir riqueza real.
A força do povo: "Mas eu pego esse um milhão e divido pra mil pessoas, dou mil pra cada um, cada um vai comprar um pão, vai comprar um chinelo", contrapôs, demonstrando o impacto imediato do dinheiro na base da sociedade.
Ao colocar recursos nas mãos da população de menor poder aquisitivo, o governo federal estimula um efeito cascata que reativa o comércio local e a indústria, beneficiando toda a cadeia produtiva nacional. O dinheiro no bolso do povo faz o comércio girar. "O bar vai vender, a padaria vai vender, a loja vai vender, a cabeleireira vai ganhar mais", concluiu Lula, sepultando as teorias de arrocho fiscal e reafirmando o compromisso de sua gestão com o fortalecimento do mercado interno e o bem-estar social em 2026.
Com informações do Brasil247
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