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A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República afundou em mais um capítulo escandaloso de asfixia financeira e judicial. O Banco Modal ingressou com uma ação de cobrança pesada na Justiça contra o publicitário Eduardo Fischer, recém-anunciado como o consultor estratégico e novo comandante do marketing do clã. A instituição financeira exige o pagamento de uma dívida astronômica de R$ 114 milhões — valor que engloba juros capitalizados, correções e multas contratuais. Para garantir o recebimento, o banco solicitou formalmente o bloqueio e a penhora de quaisquer repasses, salários ou verbas partidárias que o Partido Liberal (PL) ou a estrutura da campanha planejem transferir para o marqueteiro.
Na petição judicial, obtida pela imprensa, o Banco Modal ironizou e contestou duramente a narrativa da defesa de Fischer, que alega que o publicitário atravessa uma suposta "derrocada financeira" e falência pessoal. Com precisão cirúrgica, os advogados do banco argumentaram que o mercado de marketing político presidencial é um dos mais valiosos e bem remunerados do país, disparando que "nenhum profissional verdadeiramente sem patrimônio é convocado para conduzir o marketing de uma das principais candidaturas à Presidência em meio à crise reputacional decorrente do caso Master". Diante disso, a instituição financeira exigiu que o PL e Flávio Bolsonaro quebrem o sigilo e informem em juízo os valores reais dos contratos, cronogramas de desembolso e fontes pagadoras, além de pedir a proibição expressa de qualquer remessa de dinheiro para contas de Fischer no exterior.
A chegada de Eduardo Fischer — conhecido por campanhas comerciais históricas nos anos 90, mas que em 2018 amargou o fracasso na campanha de Alvaro Dias com reles 0,8% dos votos — foi uma solução de emergência para a cozinha do comitê bolsonarista. Ele foi chamado às pressas para substituir Marcello Lopes, o "Marcellão", degolado do cargo após o vazamento de áudios em que Flávio Bolsonaro aparecia implorando e cobrando dezenas de milhões ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes de R$ 10 bilhões. Acuado pelo novo escândalo, o advogado de Fischer tentou minimizar o vínculo, alegando que o publicitário será apenas um "consultor colaborador" e que a dívida de R$ 114 milhões decorre de avais comerciais do passado. Contudo, nos bastidores de Brasília, a ação judicial é vista como um míssil na linha de flutuação de Flávio Bolsonaro, expondo que sua engrenagem de comunicação já nasce blindada por credores e atolada no lamaçal financeiro.
Com informações da Folha de São Paulo
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