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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proferiu um voto histórico e contundente para acabar de vez com a farra da aposentadoria compulsória remunerada como mecanismo de punição a magistrados. Em julgamento na Primeira Turma da Corte, ele rejeitou categoricamente os recursos que tentavam reverter sua decisão anterior e reafirmou que juízes que cometem crimes ou infrações graves devem perder o cargo de forma definitiva, e não serem premiados com salários vitalícios pagos pelo povo.
Com a postura firme que o consagrou na defesa do Estado de Direito, o magistrado indicado pelo presidente Lula aplicou uma interpretação rigorosa da Reforma da Previdência para sepultar essa excrescência jurídica. Ele ressaltou que a Constituição Federal não prevê nenhuma modalidade de aposentadoria como sanção administrativa e ironizou a resistência das corporações judiciais conservadoras, disparando que a garantia da vitaliciedade não significa que alguém ingressará no reino dos céus vestindo uma beca.
A movimentação de Flávio Dino atinge diretamente o coração do corporativismo que blinda juízes e desembargadores alinhados ao atraso e aos desmandos do antigo regime reacionário. Historicamente, magistrados pegos em esquemas de corrupção ou venda de sentenças recebiam como pena máxima o direito de ir para casa mantendo seus vencimentos intactos. Ao consolidar que as infrações graves devem resultar na demissão pura e simples, o ministro limpa o Judiciário e atende a um clamor antigo da sociedade civil por igualdade perante a lei.
O voto reafirma a tese de que o Congresso Nacional fez uma opção política inequívoca ao excluir o benefício do rol previdenciário, restando aos órgãos de controle o dever de aplicar o rigor legal. Diante disso, o ministro determinou o envio de comunicações oficiais à presidência do Conselho Nacional de Justiça para que todo o sistema de responsabilidade disciplinar da magistratura nacional seja urgentemente revisto e adequado a essa nova realidade moral e jurídica.
Essa decisão impõe uma derrota acachapante para os setores da oposição e para a elite togada que operavam nos bastidores para manter intactos os seus privilégios medievais. Enquanto o governo popular trabalha para reconstruir as instituições e garantir a aplicação justa do orçamento público, o Supremo Tribunal Federal começa a fechar as brechas que permitiam a transferência do custo da criminalidade do colarinho branco para os ombros da classe trabalhadora.
A expectativa do campo progressista e democrático é de que o entendimento de Flávio Dino seja referendado de forma definitiva pelos demais ministros, consolidando uma jurisprudência de moralidade administrativa. O desmantelamento dessa blindagem financeira representa um avanço civilizatório essencial para que o Brasil supere os resquícios de impunidade que tanto atrasaram o desenvolvimento social do país.
Com informações do Brasil 247
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