311 visitas - Fonte: PlantãoBrasil
O ninho da extrema-direita transformou-se em um cenário de guerra aberta, traições mútuas e salve-se quem puder. Em mais um movimento que expõe o racha definitivo e irreversível no clã Bolsonaro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desferiu uma apunhalada pública nas pretensões eleitorais de seu enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Rompendo o protocolo e desafiando a cúpula do Partido Liberal, Michelle utilizou suas redes sociais para interagir de forma elogiosa com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), justamente o principal rival de Flávio na disputa pelo espólio político da direita para as eleições presidenciais. O aceno virtual ocorreu por meio de uma curtida em uma publicação de Zema no Instagram e caiu como uma bomba nos bastidores de Brasília, sinalizando que até a esposa do ex-capitão já pulou do barco da candidatura familiar.
O flerte público de Michelle com Zema é o reflexo de um duplo isolamento que a ex-primeira-dama sofre dentro do próprio grupo político. Horas antes, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, humilhou Michelle publicamente em entrevista à GloboNews ao descartar categoricamente qualquer possibilidade de lançá-la à Presidência da República na vaga de Flávio, decretando que sua candidatura ao Planalto está "fora de questão" e tentando rebaixá-la a uma disputa menor ao Senado. Sentindo-se preterida pela velha política do Centrão, Michelle deu o troco na mesma moeda, endossando o nome de Zema no exato momento em que o governador mineiro articula uma chapa única com Ronaldo Caiado (PSD) para isolar e enterrar a candidatura de Flávio Bolsonaro de vez no primeiro turno.
O pano de fundo dessa lavagem de roupa suja virtual é o pânico generalizado com os desdobramentos criminosos da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. Michelle tem mantido um silêncio sepulcral e obsequioso sobre o envolvimento criminoso de Flávio Bolsonaro com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, cujos áudios revelaram o senador implorando por uma dinheirama de R$ 134 milhões oriunda de fraudes do Banco Master. A recusa de Michelle em defender o enteado aprofundou o ódio histórico que ela nutre pelos filhos de Jair Bolsonaro — que atualmente arrasta seus dias em prisão domiciliar por tramar um golpe de Estado. Enquanto setores do mercado tentam ventilar o nome de Michelle ao lado de Tereza Cristina, o clã implode diante do país, provando que a suposta união da família tradicional serve apenas de fachada para esconder uma disputa feroz por poder, dinheiro e sobrevivência judicial.
Com informações do Brasil247
Plantão Brasil foi criado e idealizado por THIAGO DOS REIS. Apoie-nos (e contacte-nos) via PIX: apoie@plantaobrasil.net
Follow @ThiagoResiste
APOIE O PLANTÃO BRASIL - Clique aqui!
Se você quer ajudar na luta contra Bolsonaro e a direita fascista, inscreva-se no canal do Plantão Brasil no YouTube.