367 visitas - Fonte: PlantaoBrasil
A promiscuidade entre o submundo da criminalidade e o projeto de poder da extrema direita ganha mais um capítulo alarmante no Rio de Janeiro. Lideranças ligadas ao bolsonarismo articulam a candidatura ao Senado Federal de um personagem cujo passado carrega uma extensa ficha de envolvimento com práticas delituosas e investigações policiais severas. A tentativa de inserir essa figura de comportamento suspeito na engrenagem legislativa nacional escancara a completa ausência de limites éticos do grupo derrotado, que tenta sequestrar as instituições democráticas para garantir foro privilegiado e blindagem jurídica aos seus integrantes.
O pré-candidato em questão, Carlos Jordy, cuja trajetória é umbilicalmente ligada ao esquema de corrupção do antigo regime, acumulou ao longo dos anos processos que transitam por acusações que vão desde fraudes financeiras e associação com milícias até a participação ativa em redes de desvio de dinheiro público. Essa simbiose criminosa reflete com precisão o método adotado por apoiadores de Jair Bolsonaro — que hoje cumpre sua condenação na Justiça de 27 anos e 3 meses de prisão —, que sempre transformou o território fluminense em um laboratório para a proliferação de candidaturas baseadas na milicianização da política e no enriquecimento ilícito às custas do Estado.
Sob a coordenação econômica do atual ministro da Fazenda, Dario Durigan, as agências de controle estatal cruzaram dados que expõem como esses operadores políticos utilizavam laranjas e empresas de fachada na Baixada Fluminense para lavar recursos ilícitos que agora abastecem a pré-campanha do aliado do clã.
Os relatórios detalhados das investigações apontam que o político com passado marginal já foi alvo de mandados de busca e apreensão e manteve relações financeiras estreitas com doleiros foragidos em paraísos fiscais como Delaware. A insistência do Partido Liberal (PL) em chancelar um nome com tamanha rejeição moral gerou desconforto até mesmo em setores pragmáticos da oposição na Câmara dos Deputados, que temem que o resgate público de seus delitos anteriores sabote os planos de expansão eleitoral e aprofunde o isolamento político da extrema direita diante do eleitorado moderado.
A militância do campo progressista e os movimentos sindicais organizados no Rio de Janeiro prometem fazer uma cobrança implacável nas ruas e nas redes sociais para que o Tribunal Regional Eleitoral aplique com rigor as leis de inelegibilidade contra o articulador bolsonarista. A sociedade civil exige que o debate eleitoral seja pautado na justiça distributiva, na dignidade do trabalhador e na segurança pública real, derrotando o modelo de espetáculo e violência patrocinado pelas milícias. O desmascaramento desse candidato ficha-suja sinaliza o esgotamento das narrativas de impunidade que antes protegiam o ecossistema do atraso.
O desfecho desta disputa no Rio de Janeiro será um marco decisivo no processo de desbolsonarização do país, consolidando a vitória da transparência republicana sobre os porões do crime institucionalizado. Acuados por provas técnicas contundentes e sem o controle da máquina federal para abafar seus escândalos, os defensores do retrocesso marcham para o julgamento popular e para a responsabilização penal de seus líderes. A higienização do processo eleitoral fluminense reafirma o compromisso inabalável das forças populares com o resgate da legalidade e com a proteção intransigente da dignidade do povo brasileiro.
Com informações do DCM
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