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A organização da Copa do Mundo de 2026, sediada nos Estados Unidos, México e Canadá, acendeu um alerta devido aos problemas estruturais e burocráticos enfrentados pelos torcedores internacionais em território americano. Entre as principais queixas registradas por agências de turismo e comitês de torcidas estão a forte inflação nos setores de hotelaria e transporte, além do aumento expressivo na rejeição de vistos de entrada pelas embaixadas americanas.
A política migratória rigorosa adotada pelo governo do presidente Donald Trump tem sido apontada como o principal entrave para o fluxo de visitantes de diversos países, especialmente da América Latina, África e Oriente Médio. O endurecimento dos critérios de concessão de vistos consulares resultou em uma onda de negativas, impedindo que milhares de torcedores com ingressos já comprados garantam a viagem para acompanhar as partidas do torneio mundial.
Somado às barreiras diplomáticas, o custo financeiro para os turistas atingiu patamares elevados. Cidades-sede nos Estados Unidos registraram reajustes acima da média nos preços de passagens aéreas internas, diárias de hotéis e alimentação. A alta inflação no setor de serviços, impulsionada pelo cenário econômico doméstico atual, reduziu o poder de compra dos visitantes estrangeiros e gerou críticas quanto à acessibilidade do evento.
Entidades ligadas ao turismo internacional manifestaram preocupação com o impacto financeiro e cultural que essas restrições podem causar ao torneio. Enquanto os comitês organizadores locais tentam negociar flexibilizações temporárias ou fluxos especiais de atendimento nos consulados, as diretrizes de segurança nacional e controle de fronteiras do governo Trump permanecem rígidas, mantendo o impasse para o público internacional.
Com informações do DCM
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