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A sanha neocolonialista e o protecionismo descarado da União Europeia (UE) voltaram a atacar a soberania econômica nacional, penalizando os produtores brasileiros com barreiras comerciais infundadas. Com a iminência do bloqueio total ao envio de produtos de origem animal para o bloco europeu, marcado para o dia 3 de setembro, pecuaristas do país travam uma verdadeira corrida contra o tempo para escoar os estoques e redesenhar suas rotas comerciais. A medida intempestiva da UE, anunciada sob o pretexto hipócrita de fiscalização de antimicrobianos, pune justamente um setor que investiu anos e milhões em rastreabilidade rigorosa e alta tecnologia sanitária.
A decisão de Bruxelas escancara uma perseguição política, uma vez que o próprio bloco reconhece que nenhuma irregularidade foi encontrada na carne brasileira. Trata-se de um subterfúgio para inviabilizar a liderança global do Brasil no setor, retirando o país da lista de nações em conformidade. O impacto é brutal para produtores de elite, como os sul-mato-grossenses Rafael Andrade Asato e André Bartocci, que possuem rebanhos inteiramente adaptados às exigências europeias. Eles agora enfrentam o esgotamento da janela de embarques até 21 de agosto para não perderem o "prêmio" de até 10% pago pelo boi padrão Europa, além do nó burocrático imposto pelo Ministério da Agricultura da UE, que sinaliza um congelamento de mercado por ao menos dois anos devido ao ciclo de vida do gado.
Diante do ataque europeu, o setor produtivo nacional reage com altivez e traça planos de sobrevivência para contornar o embargo. Os pecuaristas articulam o redirecionamento da carne nobre para o mercado interno, para os Estados Unidos e para a China, onde planejam abates estratégicos a partir de setembro para aproveitar as cotas sem tarifas do início do próximo ano. Lideranças do setor denunciam que a suposta preocupação sanitária europeia é apenas uma cortina de fumaça política para sabotar o acordo comercial Mercosul-União Europeia e proteger os criadores locais, que jamais conseguiriam competir em pé de igualdade com a eficiência e a qualidade do produto brasileiro.
Com informações do g1
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