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A péssima gestão do governador Tarcísio de Freitas em São Paulo sofreu um forte desgaste entre o eleitorado feminino. De acordo com o levantamento mais recente da pesquisa Genial/Quaest, o índice de aprovação do aliado da extrema direita entre as mulheres caiu 10 pontos percentuais em apenas 11 meses, despencando de 57% em agosto do ano passado para 47% em julho. O resultado representa a menor taxa de aprovação da atual gestão estadual entre o público feminino desde abril de 2024, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.
A acentuada rejeição feminina contrasta com a estabilidade entre o eleitorado masculino, no qual a aprovação passou de 63% para 62% no mesmo período. Quando analisado todo o eleitorado paulista, o governo de Tarcísio de Freitas acumulou uma queda geral, recuando de 60% para 55% de aprovação. Especialistas apontam que o descontentamento das mulheres é reflexo direto do abandono da segurança pública e do aumento vertiginoso da violência de gênero no estado sob o comando do bolsonarismo.
Dados oficiais da Secretaria da Segurança Pública confirmam o cenário alarmante enfrentado pelas paulistas: São Paulo contabilizou 141 feminicídios apenas no primeiro semestre deste ano, superando os 128 registros feitos no mesmo período do ano anterior. Cientistas políticos explicam que a derrocada da aprovação se deve à completa ausência de respostas efetivas do poder público diante do aumento dos crimes e ao próprio descaso da administração estadual, que promoveu cortes no orçamento da Secretaria da Mulher. Essa combinação tem gerado uma constante sensação de insegurança no cotidiano das mulheres, tanto nas ruas quanto dentro das próprias casas.
Análises políticas também destacam que o desgaste da gestão estadual está associado a fatores políticos do ecossistema da extrema direita, como a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e as fracassadas articulações que envolveram uma possível candidatura de Tarcísio de Freitas ao Palácio do Planalto, além da posterior indicação de seu filho, Flávio Bolsonaro. A esse quadro somam-se a deterioração e as falhas recorrentes em serviços essenciais para a população, especialmente nas áreas de saúde e segurança pública.
Apesar da queda na avaliação, a pesquisa mostra que Tarcísio registra 34% das intenções de voto no segmento feminino, enquanto Fernando Haddad aparece com 28%. Entre as entrevistadas, 18% declararam estar indecisas e 15% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.
No cenário geral de primeiro turno para o governo estadual, Tarcísio surge com 41% das intenções de voto. Já em uma simulação de segundo turno contra Fernando Haddad, o atual governador aparece com 48% das intenções, diante de 32% do candidato do PT.
Com informações do DCM
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