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A geopolítica eleitoral no segundo maior estado do país sofreu um abalo sísmico que desarticulou os planos do conservadorismo. Em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira (3), o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou publicamente que jogou a toalha e não disputará o governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. O anúncio da desistência veio logo após uma reunião de emergência em Brasília com o presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira (SP), e o presidente estadual em Minas, Euclydes Pettersen, deixando o partido sem rumo e sem nome para a disputa pelo Palácio da Liberdade.
Em vídeo gravado com evidente abalo emocional nas redes da própria legenda, Cleitinho tentou se justificar diante do eleitorado alegando razões estritamente pessoais e familiares para abandonar o pleito. "Me dirigir ao povo mineiro, pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim, para a minha família, e não adianta eu entrar na campanha agora do jeito que estou", declarou o parlamentar, afirmando que precisava "ser honesto" por não ter condições de se dedicar integralmente à corrida eleitoral. A repentina capitulação expõe a fragilidade e a falta de preparo da candidatura da direita no estado.
A debandada de Cleitinho reorganiza de forma decisiva o cenário político mineiro, abrindo uma avenida de oportunidades para o campo progressista. O recuo ocorre no mesmo dia em que o PDT oficializou a candidatura de Alexandre Kalil ao governo de Minas Gerais, fortalecendo a palanque de sustentação do presidente Lula na região. Deixado no vácuo e sem alternativa viável até o momento, o Republicanos assiste ao colapso de sua principal aposta eleitoral no estado, em mais um capítulo que evidencia a desarticulação e a perda de tração das forças de oposição.
Com informações da CNN
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